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Política & Poder

Zanin vota pela condenação de deputados do PL por propina em emendas

O relator no STF apontou provas robustas de corrupção passiva na cobrança de R$ 1,6 milhão para liberação de recursos em São José de Ribamar (MA).

Redação Jornal de Brasília

17/03/2026 16h39

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (17) pela condenação de dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva. O julgamento ocorre na Primeira Turma da Corte e analisa denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).

Os parlamentares são acusados de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares. De acordo com a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, eles solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

No voto, Zanin destacou a existência de provas robustas orais e documentais, produzidas durante a instrução criminal e processual, que indicam que os acusados atuaram em concertação ilícita para solicitar o pagamento de propina ao então prefeito do município, José Eudes, que denunciou o caso.

“Contra os três parlamentares, há robustas provas orais e documentais, produzidas ao longo da instrução criminal e da instrução processual, indicando que teriam atuado em concertação ilícita para solicitar ao prefeito José Eudes o pagamento de vantagem indevida”, afirmou o relator.

Zanin também votou pela absolvição dos réus da acusação de organização criminosa. O julgamento prossegue com os votos pendentes dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Em caso de condenação, os ministros ainda definirão as penas dos acusados.

Com informações da Agência Brasil

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