Sionei Ricardo Leão
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O advogado do distrital Wilson Lima (PR), Alexandre Vitorino, disse que aguarda a decisão do distrital para ingressar com um pedido de embargo de declaração no próprio TRE-DF, para recorrer da impugnação do cliente. Se for dado o sinal positivo pelo parlamentar, o recurso pode ser apresentado ainda hoje.
O embargo de declaração é uma forma de a defesa questionar um dos argumentos analisados superficialmente ou precariamente pelos juízes. Segundo Vitorino, o TRE-DF não observou que Lima foi vítima de um “limbo constitucional”, promovido pela Câmara Legislativa por meio de um “golpe branco”.
Inicialmente, Lima assumiu o cargo de governador do DF interinamente quando o ex-governador José Roberto Arruda foi preso pela Polícia Federal. Como substituto natural, o então vice de Arruda, o empreiteiro Paulo Octávio, renunciou ao mandato. O terceiro na linha sucessória era Lima, presidente da Câmara Legislativa.
Mais tarde, a CLDF decretou vago o cargo de governador, o que impediu que Lima tomasse posse como titular do mandato. Por conta desse percurso jurídico, o advogado argumenta que a situação do cliente é inédita no País. Defende também que por esse motivo, o TRE-DF não pode julgar que houve uma permanência na função além do prazo definido pela legislação eleitoral.
Vítima da Pandora
Caso Lima decida não recorrer, se tranformará na mais nova vítima dos efeitos da Operação Caixa de Pandora. O distrital não foi acusado de corrupção ou sequer citado no inquérito da PF, que investiga o esquema de caixa dois no GDF. O delito de Lima, conforme alegou o procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill de Goes, foi errar no cálculo político.
Lima apostou que permaneceria até dezembro à frente do Palácio do Buriti e sonhou uma remota candidatura à reeleição ao cargo de governador do DF. A lista dos que ficaram de fora da eleição de outubro por causa da Caixa de Pandora tem Leonardo Prudente, Rogério Ulysses, Eurides Brito (PMDB), Junior Brunelli (PSC), Geraldo Naves, José Roberto Arruda e Paulo Octávio.
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