Vinhos raros, automóveis de luxo e uma agenda com a inscrição “Banco Máxima” estão entre os bens e documentos registrados pela Polícia Federal durante uma diligência ligada à investigação das operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Segundo a Jovem Pan, o material foi encontrado em uma cobertura triplex no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, onde os agentes identificaram uma adega com aproximadamente 150 garrafas de bebidas de alto valor.
O que inicialmente fazia parte de uma busca no imóvel acabou rendendo um registro específico sobre a coleção. Os policiais fotografaram os rótulos e recorreram a pesquisas de mercado para dimensionar os preços de algumas bebidas. Entre elas estava o Pétrus 1994, cuja referência comercial encontrada pelos investigadores chegava a US$ 15,6 mil por garrafa. Exemplares de Château Mouton Rothschild também apareceram na documentação, com ofertas que ultrapassavam R$ 30 mil por unidade.
A Polícia Federal não atribuiu, entretanto, um valor total à adega. As consultas anexadas ao relatório serviram para ilustrar o padrão dos produtos encontrados, sem constituir uma perícia ou avaliação formal de cada garrafa. Assim, os preços pesquisados não permitem afirmar quanto valia a coleção completa.
A cobertura ocupa três andares de um edifício residencial, do 21º ao 23º pavimento, e era habitada por Fabíola de Almeida Macedo Vorcaro, identificada pelos investigadores como ex-mulher de Daniel Bueno Vorcaro. Ela estava no apartamento quando a PF cumpriu o mandado, em novembro de 2025. A adega foi localizada no último pavimento do imóvel.
Nas vagas vinculadas à residência, os policiais também encontraram cinco veículos de luxo. Embora estivessem registrados em nome de terceiros, Fabíola relatou que os automóveis haviam sido deixados ali por Vorcaro. Obras de arte, peças de decoração e documentos completaram a relação de itens identificados durante a diligência.
As buscas integram o inquérito que apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados às operações entre o Banco Master e o BRB. As informações sobre o imóvel e os bens constam de relatório policial obtido pela Jovem Pan. O documento registra os achados da investigação, mas não estabelece, por si só, a origem dos recursos utilizados na aquisição dos itens nem eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.