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Política & Poder

Vídeo mostra o repórter Caco Barcellos sendo hostilizado em manifestação

Agência Estado

17/11/2016 8h58

Reprodução/Youtube

O jornalista Caco Barcellos foi hostilizado durante uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (16). De acordo com a Rede Globo, o apresentador do “Profissão Repórter” foi ao local para gravar uma reportagem para seu programa e acabou abordado por alguns integrantes do grupo que protestava no local. Garrafas, caixas e até um cone de sinalização foram atirados no jornalista.

“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, gritavam alguns dos manifestantes. Barcellos tentou proteger sua cabeça e foi escoltado por integrantes de sua equipe. Quando objetos voltaram a voar em sua direção, alguns policiais reforçaram a proteção do jornalista.

A manifestação foi organizada por servidores que são contra o pacote de ajuste fiscal proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Além de Caco Barcellos, o repórter Guilherme Ramalho, do jornal O Globo, também foi agredido e não pôde trabalhar. Já Gustavo Maia, do UOL, teve o celular arrancado da mão após levar um tapa de um manifestante. E um repórter do G1 não identificado teve a máscara de proteção arrancada do rosto, foi xingado e levou um soco no braço.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro criticou as agressões.

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia o recrudescimento das agressões a jornalistas no exercício de suas funções. Hoje, durante as manifestações que vêm acontecendo em frente à Alerj, contra as propostas restritivas ao funcionalismo público, feitas pelo governo do estado, diversos profissionais foram agredidos. Essa prática de agressão a jornalistas está se tornando um hábito nefasto, que fere o direito à informação e espelha o ódio e o desrespeito cada vez mais presentes em determinados segmentos da sociedade”, disse a entidade.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também emitiu nota de repúdio:

“A Abraji repudia esses ataques e apela aos manifestantes que preservem o trabalho da imprensa. A livre informação é a principal arma de uma sociedade em luta democrática. A Abraji orienta os repórteres a registrarem as agressões junto à Polícia Civil, e pede que os agentes investiguem as ocorrências. Aos policiais militares, a Abraji pede que ajude os profissionais da imprensa a fazerem a cobertura dos protestos com segurança”, afirmou.

A Associação Brasileira de Imprensa disse, em nota, que repudia as agressões “por entender que representam também uma grave ameaça à liberdade de imprensa e ao livre acesso a informação, assegurados pela legislação em vigor”. Fonte: Estadao Conteudo

 

 

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