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Política & Poder

Vídeo de campanha do PSB é proibido

Arquivo Geral

23/08/2014 10h00

Em quatro dias de campanha eleitoral na televisão, as coligações já foram à Justiça para questionar os vídeos apresentados pelos adversários. As ações mais frequentes têm sido motivadas por supostas “invasões” nas propagandas destinadas aos candidatos a deputado. 

Na propaganda da coligação Respeito por Brasília, de Agnelo Queiroz, foram divulgadas ações do governo no tempo reservado a candidatos proporcionais. O Tribunal Regional Eleitoral interpretou que o vídeo fere as regras eleitorais e que deve ser tirado do ar, em caráter liminar.  

A coligação Somos todos Brasília, formada por PSB, SD, PDT e PSD, foi a responsável por essa ação, com o argumento de garantir isonomia a todas as chapas. “Estamos atuando como fiscais, para que as propagandas atendam à legislação, já que nossa propaganda está dentro do que prevê a lei”, afirmou a advogada Georgia Nunes, que representa a chapa de Rodrigo Rollemberg.

A defesa de Agnelo contesta a liminar. Para o advogado Claudismar Zupiroli, a divulgação de ação do governo é de interesse do eleitor e pode ser uma ferramenta de convencimento. “Não existe aparição de majoritários, mas sim de uma UPA. A liminar foi concedida e o vídeo não deve ser mais exibido, mas acredito que o mérito  não deve ser confirmado”, disse. Se o TRE aceitar o mérito, o tempo será descontado no futuro,

A coligação liderada por PT e PMDB conseguiu  liminar contra a campanha de Luiz Pitiman, pelo mesmo motivo. O tucano pede que o eleitor eleja um dos candidatos a federal, para “defender o DF e trabalhar por nossa gente”.

Segundo Chrystian Junqueira Rossato, advogado do PSDB, a aparição de Pitiman está dentro da lei. “Ele participa apenas para pedir votos aos seus colegas de coligação. Já entramos com recurso”, disse

Nada de cortar o número atual de secretarias

O candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) passou o dia de ontem em campanha em Ceilândia, onde visitou o Shopping Popular e os setores P Sul e P Norte. Na cidade mais populosa do Distrito Federal, o governador afirmou que não pretende reduzir o número de secretárias para o próximo governo, caso eleito, e declarou que elas foram importantes para que o governo realizassem políticas sociais.

“Vou manter as políticas e as secretarias que têm eficiência, que deram resultados para a sociedade e com menos cargos do que eles, porque o governo anterior diminuiu o número de secretarias e aumentou o número de gerentes que cuidavam das áreas, sendo ineficiente, pois essas pessoas não tinham credenciais para tratar das políticas públicas”, afirmou o candidato, ainda no P.Norte.

Segundo Agnelo, em sua gestão foram reduzidos 4 mil cargos e as pastas como as secretarias da Mulher, da Criança e Igualdade Racial são núcleos com poucos servidores, mas com status de secretarias de Estado, para poderem negociar políticas públicas.

Agnelo esteve ainda pela manhã no Shopping Popular onde conversou com comerciantes e inaugurou, a tarde, comitê no setor P Sul.

Como punir quem usa imagem indevida

1. Tanto o PT quanto o PSDB foram alvo de liminares que ordenavam o fim das “invasões”.

2. Em ambos os casos, será feito novo julgamento, com todos os desembargadores do TRE, para decidir o mérito da questão.

3. Caso fique comprovada irregularidade, o candidato “invasor” pode perder o tempo destinado a sua campanha em programas futuros.

4. As chapas Respeito por Brasília e Seriedade para mudar, encabeçadas por PT e PSDB, respectivamente, acusam Rollemberg de também adotar a mesma conduta.

5. A coligação petista ingressou ação ontem contra o candidato do PSB, pelo mesmo motivo.

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