Matheus Teixeira e Leandro Colon
Brasília-DF
“A urna brasileira não é hackeável”. A frase é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso. Em meio a contestações quanto à segurança do voto no Brasil e sugestões de membros da direita de adesão ao voto impresso, Barroso afirma que, desde 1996, quando adotou-se a urna eletrônica, “nunca se alegou fundamentadamente algum tipo de fraude.”
“A urna se revelou até aqui totalmente segura. Todas as instituições estão sujeitas a ataques de hackers, mas temos uma urna que funciona fora da rede. A urna brasileira não é hackeável”, afirma Barroso, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
“No dia da eleição, [a urna] emite no início da seção um boletim impresso, portanto tem voto impresso no Brasil, e se chama zerésima, que é para provar que não tinha nada ali dentro, e ao final da votação, às 17h, emite também impresso outro boletim, chamado boletim de urna, que tem nome dos candidatos e votos que receberam. Esse boletim é distribuído a todo mundo que esteja interessado, é afixado do lado de fora da seção. Portanto não há como fraudar.”
Perguntado se o presidente Jair Bolsonaro defende o voto impresso, Barroso se esquivou, mas disse que não tem simpatia com o método. “Por que não tenho simpatia pelo voto impresso? Em primeiro lugar, pelo fato de que ao tempo que tínhamos voto impresso é que tinha muita fraude. Na verdade desde 1996 [início do voto por urnas eletrônicas] nunca se noticiou uma fraude sequer.”
“O voto em cédula é de um anacronismo, com todo respeito a quem pense diferente.”
Amapá
Uma semana após todo o país, exceto o Distrito Federal, passar por eleições, o Amapá ainda segue dando continuidade às eleições 2020. A votação em Macapá-AP, capital do estado, teve de ser adiada para este domingo (6) por conta do apagão que acometeu 13 dos 16 municípios amapaenses por cerca de duas semanas.
292.718 pessoas estão aptas a votar neste domingo, em primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O segundo turno, se houver, será no dia 20 de dezembro. Barroso reforçou que o adiamento das eleições não aconteceu apenas por causa da falta de energia, mas pelos riscos à segurança pública. O ministro acredita que a apuração deverá acontecer sem intercorrências.
As informações são da Folhapress