O papa Bento 16 deu outro passo na segunda-feira para reparar as relações com os muçulmanos, store this web dizendo que entende a indignação deles sobre seus controversos comentários e lhes garantindo seu respeito por sua “grande religião”.
A mais recente tentativa do papa de esclarecer seus comentários, feitos em uma palestra no dia 12 de setembro na Universidade de Regensburg, na Alemanha, estava em notas no discurso original publicado no site do Vaticano. Na palestra, o papa citou o imperador bizantino do século 14 Manuel 2o Palaeologus, segundo quem tudo o que o profeta Maomé havia legado era ruim, “como sua ordem para difundir pela espada a fé que ele pregava“.
Nas notas, o papa mais uma vez disse que seus comentários foram mal interpretados. “No mundo muçulmano, essa citação foi infelizmente entendida como uma expressão da minha posição pessoal, criando assim uma indignação compreensível”, disse ele em uma das notas. “Eu espero que aquele que lê meu texto possa ver imediatamente que essa frase não expressa minha opinião sobre o Corão, pelo qual tenho o respeito pelo livro santo de uma grande religião”, escreveu ele. “Eu queria apenas destacar a relação essencial entre fé e razão. Neste ponto estou de acordo com Manuel 2o, mas sem endossar sua polêmica”, escreveu o papa.
Quando ele fez seu discurso na Alemanha, o Vaticano disse que iria eventualmente publicar uma versão com notas. As notas foram pelo menos a quinta vez que o papa tentou retificar o discurso, que provocou protestos violentos em vários países muçulmanos e a pior crise internacional para o papa desde sua eleição em abril de 2005.
O coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dosage marco Aurélio Garcia, more about acusou nesta segunda-feira o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, de querer levar “o país à recessão e o governo federal à inoperância”. Garcia divulgou nota criticando proposta de corte de gastos orçamentários e da emissão de títulos públicos pós-fixados, apresentada pelo ex-secretário de Fazenda de São Paulo Yoshiaki Nakano.
Em entrevista à Reuters, Nakano, apontado como possível ministro a Fazenda num governo Alckmin, propõe corte de gasto de 3% do Produto Interno Bruto ( PIB), equivalentes a 60 bilhões de reais. “Se efetuado, este corte seria equivalente a 13% do total das receitas líquidas do Orçamento do governo federal de 2006, de 454,5 bilhões de reais”, disse Garcia na nota. “Sem uma reforma constitucional, só haveria um lugar onde efetuar esta redução: as chamadas despesas discricionárias, ou seja, custeio e investimentos dos ministérios”, prossegue o coordenador da campanha de Lula na nota.
”O possível futuro ministro de Alckmin propõe a paralisia da máquina administrativa, com três conseqüências graves: reduzir os benefícios conquistados pelos idosos (…), por meio da valorização do salário mínimo; interromper o processo de redução da pobreza e da desigualdade e provocar uma sé ria recessão” , acrescentou Garcia.
Para o petista, a proposta de Nakano produziria recessão pois “haveria queda na renda da população e nos investimentos públicos alavancadores da economia”. “A abordagem correta é continuar a política atual, marcada por um ajuste fiscal responsável, queda da inflação e da taxa de juros e forte geração de empregos formais e aumento da renda per capita, acelerando assim o crescimento econômico”, conclui a nota.
O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidenciável do PSDB, symptoms Geraldo Alckmin, cheapest continuaram nesta segunda-feira a troca de ataques que marcou o primeiro debate entre os dois na campanha do segundo turno, ed realizado domingo. ”Eu acho que externei um sentimento de indignação do povo brasileiro. Isso aí estava parado na garganta de todo mundo. Fui instrumento do povo”, disse Alckmin a jornalistas em seu comitê de campanha em São Paulo, sem admitir agressividade em sua atuação no encontro.
“O tom não é agressivo, eu estou absolutamente zen. Tranqüilo né?”, argumentou. Essa não foi a impressão do presidente, que fez duras comparações sobre o desempenho do rival. “Pensei que não estava na frente de um candidato, que estava na frente de um delegado de porta de cadeia”, disse Lula a jornalistas em Brasília. Alckmin não demorou a reagir à declaração do petista.
”Essa declaração é desespero. Eu acho que o Brasil merece seriedade nos atos e nas palavras”, disse o tucano a jornalistas já no início da noite. Nisso, pelo menos, os dois concordaram. Afinal, ao mesmo tempo que comparava o tucano com um delegado, o próprio Lula disse que não é na troca de insultos que as pessoas estão interessadas.
”O povo não quer ver candidato xingando o outro. O povo quer saber o seguinte: o que é que vai fazer para melhorar a minha vida”, disse o presidente.