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Política & Poder

Uber dá chocolate por voto contra Russomanno

Agência Estado

03/10/2016 10h11

Atualizada

A popularidade do candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, não era das melhores, pelo menos entre motoristas do Uber. No domingo, 2, teve até motorista oferecendo chocolate da marca importada Lindt para "convencer" o passageiro indeciso a não votar no comunicador. <p><p>"Peguei dois clientes hoje por volta das 8h30. Eles não sabiam em quem votar. Expliquei que ele queria acabar com o Uber. Ofereci um chocolatinho a mais para que o Russomanno nem sequer fosse cogitado nas urnas. Haddad, Marta, João Doria e até mesmo a Erundina: não me importa quem vai vencer. Todos, de alguma forma, se mostraram favoráveis ao Uber, menos o doutor Russomanno, que quer acabar com tudo", afirmou um motorista do aplicativo, que pediu para não ser identificado. <p><p>"O passageiro vota em quem ele bem entende. O tratamento é o mesmo para todos, mas se o candidato dele não for o Russomanno, ele leva, sim, um chocolatinho a mais para casa. Dá até para escolher o sabor", brincou o rapaz de 23 anos.<p><p>Na região do Tatuapé, zona leste da cidade, todos os motoristas ouvidos haviam descartado votar em Russomanno. "Ele se diz defensor do consumidor e quer acabar com o Uber. Não faz o menor sentido. A gente está trabalhando, prestando serviços, cuidando das nossas famílias. Com tanto desemprego que tem por aí, sério que ele vai gerar mais?", questionou o motorista André Luiz Caldana, de 64 anos, que em 2012 votou em Celso Russomanno para a Prefeitura de São Paulo.<p><p>O motorista Luiz Carlos Alves Ferreira, de 29 anos, está no Uber há sete meses e disse que nunca ter ouvido um único passageiro favorável ao candidato do PRB. "Ele se diz o defensor do consumidor e quer tirar algo que foi legalizado e deu certo na cidade."<p><p>Russomanno foi o único entre os principais concorrentes a se posicionar contra o aplicativo Uber como transporte de passageiros. No dia 1.º de setembro, em entrevista à Rádio CBN, disse que o aplicativo funcionava "na ilegalidade". Dois dias depois, recuou e afirmou que não baniria o aplicativo, mas iria regulamentá-lo. <p><p><b>Taxistas</b><p>Entre os taxistas, no entanto, o cenário é outro. A preferência majoritária era por Russomanno. Alberto Alves, 61 anos, condutor há mais de 20 e com ponto na zona norte, defendeu o candidato. "Os Ubers não querem ser legalizados como nós, taxistas, somos. O Russomanno fez propostas para melhorias da nossa categoria." <p><p>Ambrósio José dos Santos, 62 anos, que também trabalha em um ponto de táxi do Limão, foi na mesma linha. "Dizem que ele vai acabar com o Uber. Não é isso, ele só quer regularizar."<p><p>Procurado para comentar o assunto, o Uber informou que "os motoristas parceiros eram totalmente independentes e não têm subordinação à empresa". "Vale lembrar que um ponto importante é o sistema de ‘avaliação mútua’ após cada viagem. Ou seja, o motorista parceiro avalia o usuário e o usuário avalia o motorista parceiro, sem interferência do Uber. Além de ser anônima, é ela<i> (a avaliação)</i> que garante que a plataforma mantenha-se saudável para motoristas e usuários." As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b> <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo

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