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Política & Poder

TSE nega que Smartmatic tenha fornecido urnas ao Brasil

Tribunal reiterou que a empresa venezuelana não participou do desenvolvimento nem da operação das urnas eletrônicas brasileiras.

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 14h40

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou nesta terça-feira (22) que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil.

A manifestação ocorreu após o pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmar, durante um evento com diplomatas, que parte das urnas eletrônicas brasileiras seria da Smartmatic, sem apresentar provas. A declaração foi feita na segunda-feira (21), no evento Debating Brazil, promovido pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação.

Ao responder às informações falsas, o TSE recuperou um comunicado de 2020 divulgado em sua página Fato ou Boato, usada para desmentir notícias falsas. No texto, o tribunal afirma que, em diversas oportunidades, já reiterou que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos.

Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e produzidas sob coordenação direta de servidores do TSE por empresas selecionadas em licitações públicas. O TSE acrescenta que a Smartmatic celebrou contratos apenas para prestação de serviços de conexão de dados e voz, sem participação no desenvolvimento ou na operação das urnas.

O tribunal também informou que a empresa venezuelana participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a Positivo.

Na fala aos diplomatas, Flávio Bolsonaro citou ainda um documento desclassificado da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre denúncias de fraude nas eleições venezuelanas. O relatório, no entanto, não concluiu que houve fraude na Venezuela entre 2004 e 2020.

A declaração gerou críticas de adversários e especialistas, que viram uma repetição da estratégia usada por Jair Bolsonaro para atacar o sistema eleitoral brasileiro.

Em nota, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro disse que “não é verdade” que ele tenha questionado a integridade do sistema de votação no Brasil. O comunicado afirma que o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e também diz que ele “não está questionando o sistema de votação brasileiro”. A nota, porém, não comenta a informação sobre a suposta origem das urnas brasileiras na Smartmatic.

Com informações da Agência Brasil

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