Isabel Paz e Sionei Leão
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O ex-governador Joaquim Roriz não se abalou com mais uma derrota no Judiciário. Admitindo que já previa a decisão pelo colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que por 6 x 1 manteve a impugnação de sua candidatura, ontem Roriz deu prosseguimento à campanha. Por onde passou reafirmou sua candidatura – que está sub judice – e disse estar confiante de reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), que considera “o guardião da Constituição”.
“Não tive nenhuma surpresa. Já era esperado”, afirmou. Sem admitir a possibilidade de renunciar à candidatura e trocar a indicação da chapa ao GDF, diz que “não existe um plano B”. E vai adiante: “Sou candidato”. No debate promovido pela Associação do Comércio do DF, garantiu que as decisões judiciais que o retiram da disputa não atrapalham a campanha. Pelo contrário. “Me dão mais força, vigor e vontade de vencer em primeiro turno”.
Abadia
Quase ao mesmo tempo do debate, o TSE suspendia o julgamento do pedido de registro da tucana Maria de Lourdes Abadia (PSDB), candidata ao Senado Federal pelo DF. Quando a sessão foi interrompida, três ministros do órgão tinham votado pela impugnação e um contra.
A candidatura de Abadia foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). O Ministério Público recorreu da decisão ao TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2006, ela foi condenada a pagamento de multa por compra de votos.
O relator do recurso no TSE, ministro Arnaldo Versiani, argumentou que Abadia só não teve uma punição mais grave anteriormente porque não conseguiu se eleger em 2006. Caso tivesse sido a mais votada para o cargo de governadora do DF, provavelmente teria sido impedida de tomar posse ou cassada.
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