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Política & Poder

TRE-RJ cria grupo para combater crime organizado nas eleições de 2026

Iniciativa unificada visa coordenar inteligência e segurança contra infiltrações criminosas no processo eleitoral fluminense

Redação Jornal de Brasília

21/03/2026 11h08

Foto: TRE-RJ

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) criou o Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral para combater a influência do crime organizado nas eleições de 2026 e evitar sua infiltração na política.

O comitê, coordenado pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, teve seu plano de trabalho aprovado na quinta-feira (19), durante reunião com representantes de inteligência das forças de segurança e do Ministério Público Federal (MPF).

A iniciativa busca coordenar e integrar ações dos órgãos especializados, com compartilhamento de informações para uma atuação articulada em rede. Segundo nota do Tribunal, a medida visa impedir que o domínio territorial de grupos criminosos, como tráfico de entorpecentes, milícias e recursos de atividades ilícitas, resulte em coação ao eleitorado, financiamento ilegal de campanhas ou registro de candidaturas vinculadas ao crime.

Claudio de Mello Tavares destacou a singularidade do cenário de segurança no Rio de Janeiro, justificando a necessidade de uma coalizão das forças de inteligência para impedir a infiltração do crime organizado nas estruturas do Executivo e do Legislativo. Ele enfatizou que as eleições não podem permitir que organizações criminosas se estabeleçam no Estado com poderes para formular e implementar políticas públicas.

O presidente do TRE-RJ expressou confiança no empenho dos órgãos envolvidos, afirmando que o grupo conseguirá sanear o processo eleitoral e tornar o Rio referência para o país.

O grupo atuará em duas frentes principais. A primeira concentra-se na identificação, análise e substituição de locais de votação em áreas de elevado risco, protegendo o eleitorado de pressões externas e garantindo o exercício livre e consciente do voto. Esse trabalho, iniciado nas eleições de 2024 pela Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional do TRE-RJ, continua em andamento.

A segunda frente dedica-se ao compartilhamento de dados de inteligência entre forças de segurança sobre candidaturas com possíveis vínculos ao crime organizado. Essas informações subsidiarão relatórios à Procuradoria Regional Eleitoral, que poderá usá-los na análise de pedidos de registro de candidaturas para solicitar indeferimentos à Corte do TRE-RJ, se necessário.

Com informações da Agência Brasil

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