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Política & Poder

Toffoli reconsidera decisão e determina que provas do caso Master fiquem na PGR

Desta forma, o relator acolheu pedido do procurador-geral, Paulo Gonet. Antes, Toffoli havia definido a gaurda do material na corte.

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 20h26

Foto: Carlos Moura/SCO/STF.

ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconsiderou decisão anterior e determinou que o material apreendido na operação desta quarta-feira (14) contra o Master seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República).


Desta forma, o relator acolheu pedido do procurador-geral, Paulo Gonet. Antes, Toffoli havia definido a gaurda do material na corte.


Por meio de nota, o gabinete afirmou que a madida tinha “por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.
Na última decisão, o ministro disse que as provas colhidas na operação devem ser analisadas pelo titular da ação penal.


Ainda de acordo com o ministro, o material é mais amplo que o inquérito aberto inicialmente, “na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestao fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistematico de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulacao e fiscalizacao”.


“Nota-se, assim, que a providencia requerida pelo Procurador-Geral da Republica permitira que o orgao acusador, destinatario do material probatorio colhido nos autos, tenha uma visao sistemica dos supostos crimes de grandes proporcoes por ele, em tese, identificados ate o presente momento”, disse o ministro.


A Polícia Federal fez nesta quarta uma nova operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo a instituição financeira.


A opção pelo envio das provas ao STF se deu na mesma decisão em que o ministro criticou a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.

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