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Política & Poder

Toffoli é sorteado relator de ação por CPI das fraudes no Banco Master

Toffoli foi designado relator de mandado de segurança impetrado por deputado para obrigar a instalação de CPI sobre irregularidades

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 17h23

dias toffoli ministro

Foto: Ascom- STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quarta-feira (11) como relator de um mandado de segurança que visa obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

A designação ocorreu por meio do sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de Toffoli ter se afastado voluntariamente da relatoria de um inquérito relacionado ao caso no mês passado, após a Polícia Federal informar menções ao ministro em mensagens de um celular apreendido, ele não foi declarado impedido. Assim, a distribuição foi realizada entre todos os ministros.

O mandado de segurança foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que alega omissão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em instalar a CPI. Segundo o parlamentar, o requerimento obteve 201 assinaturas, atendendo ao requisito de mais de um terço dos deputados, além de possuir objeto certo e prazo definido, conforme o artigo 58, § 3º, da Constituição Federal.

O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, devido a um colapso financeiro provocado por crise de liquidez, após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores. As investigações apontam para um esquema de fraudes estimado em cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vendê-las ao Banco de Brasília (BRB) para ocultar o rombo contábil.

Em decorrência das irregularidades, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, ele foi preso novamente. As apurações também levaram ao afastamento de funcionários do Banco Central e à liquidação de instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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