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Política & Poder

Toffoli determina envio de provas do Banco Master à PGR

A medida atende pedido do procurador-geral Paulo Gonet e visa preservar a integridade das evidências coletadas na Operação Compliance Zero.

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 22h16

Foto: SERGIO LIMA/AFP

Foto: SERGIO LIMA/AFP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou nesta quarta-feira (14) o encaminhamento de todo o material apreendido na nova fase da Operação Compliance Zero à Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão responde a um pedido do procurador-geral, Paulo Gonet, e garante a análise integral das provas pela PGR para formação de opinião sobre a materialidade e autoria dos delitos investigados.

Toffoli ordenou ainda que os aparelhos eletrônicos coletados sejam mantidos desconectados de redes de telefonia e internet, preservando sua integridade até o perício. A operação, deflagrada pela Polícia Federal (PF), resultou na prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

Entre os alvos das buscas estão o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Banco Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. As investigações apontam que eles são suspeitos de desviar recursos do sistema financeiro para enriquecer o patrimônio pessoal. A ação incluiu o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, apreensão de carros de luxo e mais de R$ 90 mil em espécie.

O objetivo da operação é interromper a atuação de uma suposta organização criminosa e recuperar ativos desviados. Daniel Vorcaro, preso em novembro ao tentar fugir em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos, teve a prisão convertida em domiciliar.

Em seu despacho, Toffoli destacou que a investigação atual revela um escopo mais amplo, com indícios de gestão fraudulenta de fundos, desvio de valores e lavagem de capitais pelo Banco Master, explorando vulnerabilidades no mercado de capitais e no sistema de regulação. A análise pela PGR permitirá uma visão sistêmica dos supostos crimes de grande proporção.

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