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Política & Poder

TCU vai analisar operação de socorro ao BRB

O processo foi iniciado a partir de representação apresentada pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), Lucas Furtado.

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 22h00

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Foto: Divulgação/BRB

Brasília, 01 – O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para analisar a operação financeira estruturada para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões ao Banco de Brasília (BRB), em uma iniciativa que busca reforçar a capitalização da instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal, após os prejuízos deixados pelos negócios com o Banco Master.

O processo foi iniciado a partir de representação apresentada pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), Lucas Furtado. O caso está sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus e a instrução será conduzida pela Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos).

Segundo o registro processual, a representação tem como objeto a operação financeira destinada a viabilizar um empréstimo ao BRB com lastro em recursos captados pelo Distrito Federal com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A operação foi homologada na última semana pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), após acordo firmado entre o governo Lula e o DF. Pelo arranjo, o BRB poderá receber uma capitalização equivalente a até 16% da receita corrente líquida do Distrito Federal, valor estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

O financiamento será concedido pelo FGC, entidade privada mantida por contribuições do sistema bancário, sem aporte direto de recursos ou garantia do Tesouro Nacional. Como contrapartida, o Distrito Federal oferecerá garantias lastreadas em seu orçamento, mecanismo que contou com a anuência da União devido à participação de recursos federais na composição das receitas do DF.

A operação foi desenhada após o agravamento da situação financeira do BRB. Investigações da Polícia Federal apontam supostas irregularidades em operações de pelo menos R$ 12 bilhões realizadas entre o banco e o Master durante a gestão anterior da instituição.

A abertura do processo no TCU não representa conclusão sobre a legalidade ou regularidade da operação. Com a autuação da representação, as áreas técnicas da Corte passarão a examinar os fundamentos do acordo, a estrutura das garantias e os potenciais impactos fiscais e financeiros da operação antes de eventual manifestação do relator ou do plenário.

O ministro Jhonathan de Jesus também é relator de um caso que investiga a atuação do Banco Central na liquidação do Master, em novembro do ano passado. O processo está suspenso desde março após a auditoria feita por técnicos do tribunal concluir que não foram identificadas “impropriedades, omissões ou negligência” por parte do BC na liquidação do Master.

Estadão Conteúdo 

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