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Política & Poder

Tarcísio deve mudar o comando de ao menos três secretarias para acomodar partidos aliados

As mudanças nas pastas de Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher devem ser anunciadas nas próximas semanas

Redação Jornal de Brasília

02/11/2026 7h43

tarcisio

Foto: LUIS ROBAYO/AFP

MARIANA ZYLBERKAN
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Reeleito no primeiro turno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve trocar o comando de ao menos três secretarias para acomodar aliados políticos.

As mudanças nas pastas de Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher devem ser anunciadas nas próximas semanas. Deverá haver troca também, por motivos distintos, na Casa Civil e no Meio Ambiente.

Além disso, a cúpula do Palácio dos Bandeirantes busca um nome para substituir Eleuses Paiva (PSD), secretário de Saúde desde o início da gestão Tarcísio, em 2023, que pediu para sair do governo.

A campanha de Tarcísio contou com uma coligação de dez partidos em sua base aliada, o que garantiu a ele o maior tempo de rádio e TV na corrida eleitoral. Além do Republicanos, integraram a frente MDB, PL, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União Brasil e PP.

Hoje à frente da Secretaria de Turismo e Viagens, Ana Aidar é quadro técnico e assumiu a pasta em janeiro, após saída de Roberto de Lucena (Republicanos). Ela deve ser substituída por quadro indicado pelo partido do governador, como ocorreu com Lucena no início da gestão Tarcísio.

Outra mudança esperada é na pasta de Políticas para a Mulher, atualmente comandada pela delegada Adriana Liporoni. Ela entrou no lugar de Valeria Bolsonaro (PL), que deixou o cargo no fim do ano passado para a campanha à reeleição a deputada estadual. O PL irá indicar o comando da pasta.

Na Secretaria de Esportes é esperada indicação do Republicanos ou do PSD, atual partido de Helena Reis, que deixou o posto para disputar as eleições para deputada estadual. Atualmente, a pasta é comandada por Claudia Carletto.

As reuniões para definir o próximo mandato do governador passaram a ocorrer com mais intensidade após o segundo turno da eleição presidencial, já que Tarcísio adiou as decisões sobre seu novo secretariado para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Quadros técnicos que tinham chance de migrar para Brasília no caso de uma eventual vitória do candidato do PL vão permanecer no governo, como o atual secretário de Educação, Renato Feder.

Uma das principais mudanças no secretariado do Governo de São Paulo será a transferência de Natalia Resende, atualmente à frente da pasta de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, para a Casa Civil, posto de primeiro escalão e próximo do governador. Ela ocupará o cargo ocupado desde março deste ano por Nerylson Lima.

Natália é um dos quadros mais elogiados por Tarcísio, que se refere a ela como “supersecretária” e a escolheu para integrar a equipe de coordenação do programa de governo do próximo mandato.

Outra alteração no núcleo duro do governo é a permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos em São Paulo e secretário de Governo e Relações Institucionais desde o início deste ano.

Ele deve permanecer no cargo assumido após saída de Gilberto Kassab (PSD), que disputou as eleições como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD). Kassab não irá voltar ao Palácio dos Bandeirantes.

Na semana passada, Tarcísio admitiu a hipótese de disputar a Presidência em 2030 e condicionou a possibilidade ao desempenho de seu segundo mandato como governador.

“A gente tem que ver qual é o cenário do momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade [de disputar a presidência]”, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo.

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