O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito em primeiro turno para o governo de São Paulo neste domingo (4/10), após derrotar o ex-ministro Fernando Haddad (PT), conforme projeção do Datafolha.
Quando o instituto anunciou a definição matemática, o Tribunal Superior Eleitoral registrava 17,25% das urnas apuradas. Nesse estágio da contagem, Tarcísio somava 66,6% dos votos válidos, diante de 32,57% obtidos pelo candidato petista.
O resultado encerra um intervalo de 12 anos sem definição antecipada no estado. A última vitória paulista em etapa única havia ocorrido em 2014, ocasião em que Geraldo Alckmin, filiado ao PSDB na época, garantiu novo mandato com 57,31% dos votos válidos, somando 12,2 milhões de sufrágios.
Na reta final do processo eleitoral, a administração estadual alcançou 47% de aprovação entre os eleitores, de acordo com pesquisa Datafolha. A equipe de Tarcísio apostou na contenção de exposição e na recusa ao embate direto, enquanto Haddad enfrentou dificuldades para furar a resistência do eleitorado antipetista.
Durante ato em Carapicuíba, na região metropolitana, Tarcísio defendeu o tom adotado no período de propaganda. “A gente procurou fazer uma campanha leve, uma campanha propositiva, fazendo obviamente o balanço da gestão nos quatro anos e projetando os próximos quatro anos”, disse o governador na quinta-feira (1/10).
O republicano também ressaltou a decisão de ignorar provocações dos adversários. “Fui várias vezes provocado [e] não respondi, resolvi não partir pro ataque”, declarou, acrescentando que suas inserções priorizaram projetos e prestação de contas.
A propaganda no rádio e na televisão destacou investimentos em habitação, o programa Tabela SUS Paulista e intervenções parciais de mobilidade urbana, como as linhas 17-Ouro e 6-Laranja do metrô e o trecho norte do Rodoanel. A coligação vitoriosa reuniu legendas como PL, MDB, PSD, União Brasil, PP, Avante, PRD e Solidariedade.
No aspecto financeiro, a campanha de Tarcísio declarou à Justiça Eleitoral R$ 25,1 milhões em gastos contratados até a sexta-feira anterior ao pleito (2/10), montante 79% superior aos R$ 14 milhões informados pela chapa de Haddad.
Para a gestão que começa em 2027, o plano prevê o túnel entre Santos e Guarujá, o trem intercidades ligando a capital a Campinas, nova sede administrativa no bairro de Campos Elíseos e ramais metroviários rumo a Guarulhos e ao ABC. O arranjo político articulado para a reeleição é visto por aliados como alicerce para uma potencial disputa pela Presidência em 2030.