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Política & Poder

Tarcísio adia reunião com Flávio Bolsonaro, mas promete segurar sua mão

Além disso, o governador disse que estar trabalhando para eleger dois senadores por São Paulo

Redação Jornal de Brasília

12/02/2026 15h00

tarcisio e flavio b

Foto: Reprodução

CAROLINA FARIA
FOLHAPRESS

A reunião entre o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevista para ocorrer nesta quinta-feira (12), foi adiada para depois do Carnaval.

Segundo o governador, o encontro servirá para discutir estratégia política, apoios e os próximos passos nas eleições de 2026.

A reunião marcará o primeiro encontro entre eles desde a crise entre o governador e o clã Bolsonaro há cerca de um mês.

A declaração foi dada em evento em Guarulhos (Grande SP) para o anúncio de R$ 80 milhões em obras de infraestrutura no município. Tarcísio ressaltou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à sua trajetória política e afirmou: “Agora nós vamos segurar a mão do Flávio, vamos com tudo”.

Além disso, o governador disse que estar trabalhando para eleger dois senadores por São Paulo. Uma das vagas, segundo ele, já está definida, com o nome do seu ex-secretário Guilherme Derrite (PP), que classificou como “bem posicionado e consolidado”. Já a segunda candidatura, afirmou, será escolhida com base em pesquisas de intenção de voto.

Tarcísio negou que haja favorito para a segunda vaga e afirmou que a composição será construída em diálogo com os partidos aliados. “É normal que os partidos façam pleitos por essas vagas. A gente vai montar esse grupo dentro de uma lógica de harmonia, com todo mundo motivado para vencer as eleições”, afirmou.

Sobre a disputa jurídica envolvendo o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), disse que São Paulo ingressou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) depois de aderir ao novo regime e ser cobrado por regras anteriores. “Estou num regime e querem me cobrar pelo outro. Não faz o menor sentido”, afirmou.

O governador ainda comentou a situação de Bolsonaro, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, em Brasília. “O presidente não tem saúde para estar no regime fechado, ele precisa estar com a família para ter a melhor assistência possível”, disse.

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