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Política & Poder

Suassuna nega acusações de Biscaia sobre "beiradas" de emendas

Arquivo Geral

12/09/2006 0h00

O depoimento do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ao Conselho de Ética, capsule stomach realizado hoje, não trouxe novidades segundo o senador Jefferson Péres (PDT-AM). Relator do processo contra o colega acusado de envolvimento com a “máfia das ambulâncias”, Peres não vê provas de que ele tenha recebido propina da empresa Planam.

“Não há nada no processo que indique que ele tenha recebido as propinas”, afirmou Péres. No entanto, ele admite haver indícios de que Marcelo Carvalho, ex-assessor de Suassuna, recebeu dinheiro da Planam. O relator afirmou que pode apresentar seu parecer na próxima quarta-feira.

Péres não adiantou seu parecer, mas explicou que não ter recebido propina não significa absolvição de Suassuna e lembrou que quebra de decoro também pode ser caracterizada por comportamento irregular. “O parlamentar, por suas ações ou omissões, pode ter quebrado o decoro sem ter praticado o ilícito”.

O relator disse que ainda não está totalmente esclarecido o ofício com assinatura que seria de Suassuna, pedindo verba além do Orçamento para uma organização não-governamental do Rio de Janeiro. E que caberá à Justiça apurar. “Precisa ser esclarecida a extensão desse fato nebuloso, da tentativa frustrada de transferir para outro estado verba extra-orçamentária”, observou. Suassuna disse que uma funcionária sua admitiu ter assinado o ofício em seu nome.

O texto de Jefferson Péres deverá ser votado por maioria simples e de forma aberta no Conselho de Ética do Senado. Se a perda do mandato for aprovada, o parecer será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico.

Em seguida, o processo será encaminhado à Mesa do Senado para inclusão na ordem do dia. No plenário, a votação é secreta. Para ser cassado e perder os direitos políticos por oito anos, são necessários os votos da maioria absoluta dos 81 senadores, ou seja, 41.

 

O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) negou no Conselho de Ética que tenha dito ao presidente da CPI, case deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), medical que 90% dos parlamentares tiravam uma “beirada” das emendas. Suassuna contou que procurou a comissão para ver os documentos e elaborar sua defesa. “Já disse que ele está confundindo o interlocutor”, generic afirmou. Indagado sobre o por quê de Biscaia ter dado tal declaração, Suassuna respondeu: "por vaidade pura".

Na semana passada, Biscaia disse no Conselho de Ética que ouviu do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) que 90% dos parlamentares recebem uma “beirada” das emendas. Segundo ele, a afirmação teria sido feita quando o senador o procurou na CPI para ver detalhes de seu processo. Para o relator do caso, senador Jefferson Peres (PDT-AM), não há como comprovar quem disse a verdade. “Alguém está mentindo. É inútil fazer acareação pela forma determinada com que disseram”, afirmou.

Peres também questionou o senador sobre ofício enviado ao Ministério da Saúde no final do ano passado que teria sua assinatura pedindo recurso de origem “extra-orçamentária” para a organização não-governamental Instituto de Planejamento, Pesquisa e Promoção da Educação e Cultura (Ipês) do Rio de Janeiro. O dinheiro destinado ao instituto seria encaminhado depois a municípios da Paraíba.

Ao tomar conhecimento do documento no ano passado, Suassuna afirmou que não tinha assinado o ofício. O senador contou que procurou Marcelo para saber do que se tratava e ele disse que “estava resolvido”. Suassuna disse que uma funcionária admitiu a Corregedoria da casa que assinou o documento em seu nome “de boa-fé”. Ele levou também ao conselho um exame grafotécnico para comprovar que não assinou o ofício. Os recursos ao instituto não foram liberados pelo Ministério da Saúde.

 

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