Isabel Paz
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Pesquisas de opinião divulgadas nos últimos três dias mostram que diminuiu a diferença entre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e o petista Agnelo Queiroz, na corrida para o Palácio do Buriti. Na mais recente, realizada entre os dias 12 e 15 pelo Instituto Exata de Opinião Pública, houve um crescimento na intenção de votos para o petista na pesquisa estimulada. Apesar de permanecer na segunda colocação, Agnelo passou de 25,5% para 30,3%. Roriz avançou de 35,1% para 38,5%.
A pesquisa do Exata foi registrada no TRE-DF sob o número 20.529/2010. Com uma diferença de 8,2 pontos percentuais, observando a margem de erro de dois pontos – para mais ou para menos – nas intenções de voto entre o primeiro e segundo colocado, Roriz ainda é considerado favorito ao GDF.
No entanto, o estudo do eleitorado brasiliense apontou elevado nível de rejeição do ex-governador, que soma 42,1% dos entrevistados. Já Agnelo possui menor rejeição – apresenta somente 16,8%. Os demais candidatos ao GDF, somados, atingem 5,8% das intenções de votos. Nulos, brancos e indecisos chegam a 25,7%.
O corpo a corpo feito nas ruas depois do início da campanha eleitoral aos poucos tem modificado o cenário local. Embora seja evidente a polarização na concorrência para o GDF, a histórica disputa entre o azul e o vermelho fica a cada dia mais acirrada.
“É natural que um ex-governante tenha um alto índice de intenções de voto, mas que pode ser revertido quando a população conhece o outro candidato”, avaliou a consultora política Zenicéia de Assis.
Os dados computados pela pesquisa de opinião a ser divulgada hoje no site do Instituto Exata (www.exataop.com.br) e também os números apresentados no final de semana pelo Instituto Dados, compreende o período de campanha oficial. Conforme o Instituto Dados, cuja sondagem foi realizada entre os dias 10 e 15, a diferença entre Roriz e Agnelo é de 8,8 pontos percentuais, dando vantagem ao ex-governador – que aparece com 36,3% e Agnelo, com 27,5%.
Na conquista do Buriti, a busca dos votos do grupo de indecisos poderá fazer a diferença. “É comprovado que o eleitor brasileiro se decide em cima da hora”, salientou Zenicéia.
Momento
“Esses números são uma fotografia do momento”, disse um dos coordenadores da pesquisa, Marcus Caldas, do Instituto Exata. Ele afirma que há precisão nos números divulgados, mas a assessoria de Joaquim Roriz coloca em xeque as informações.
“Está havendo algum tipo de ruído”, duvidou Paulo Fona, coordenador de Comunicação do ex-governador. Para Fona “não há possibilidade estatística” ao comparar as reações apresentadas nas duas chapas majoritárias.
Embora a assessoria garanta que Roriz esteja despreocupado com o registro das pesquisas, Fona destacou que o ex-governador conta com o auxílio de dois especialistas no assunto, que fazem as sondagens. Segundo o assessor, Roriz é informado da possibilidade de um “movimento de anormalidade” nos dados divulgados.
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