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Política & Poder

Serra quer reforma que diminua custo da campanha e controle do eleitor sobre o político

Arquivo Geral

22/07/2010 19h37

A reforma política é essencial para mudar uma série de distorções existentes no país, disse o candidato à Presidência da República pela coligação O Brasil Pode Mais, formada pelo PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B, José Serra. Em entrevista ao Programa 3 a 1 , da TV Brasil, que vai ao ar hoje (22) às 22h, o candidato afirmou que o eleitor deve ter “o controle” sobre o político que ele ajudou a eleger e que as campanhas políticas tenham um custo menor. Para Serra, apenas com a reforma política isso será possível.

“Meu principal objetivo com reforma política é diminuir os custos de campanha e em segundo [lugar], aumentar o controle do eleitor sobre o político [que ele ajudou a eleger]. Tem de ter um mecanismo para este controle”, afirmou Serra, no programa da TV Brasil. Participaram da entrevista os jornalistas Tereza Cruvinel, diretora-presidente da EBC; João Bosco Rabello, diretor da Sucursal de O Estado de S. Paulo, e Luiz Carlos Azedo, colunista do Correio Braziliense.

Desde ontem (21) a TV Brasil promove uma rodada de entrevistas com os três principais candidatos à Presidência da República. Dilma Rousseff, do PT, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do Partido Verde (PV), estão participando do programa em dias alternados. A definição da ordem das entrevista foi por sorteio. Amanhã (23) será a vez de Marina Silva.

Para Serra, uma falha cometida por todos os presidentes, ele não fez exceção, foi não valorizar o Congresso Nacional da maneira que o Legislativo merece. “Eu acho que todos os presidentes, sem exceção, subestimaram sua força no Congresso. Quando estive no Executivo, eu não fiz isso”, afirmou ele, lembrando que o Executivo e o Legislativo devem manter uma relação saudável e equilibrada.

Em seguida, o candidato defendeu como alteração, proposta na reforma política, a adoção do voto distrital. Segundo Serra, a medida vai baratear o custo das campanhas e também reduzir o número de candidatos nas eleições, facilitando a escolha para os eleitores.

Bem-humorado, o candidato brincou que para os políticos há algumas “coisas sagradas” que não devem ser ameaçadas em uma eventual reforma política. “Há sempre coisas sagradas [para os políticos], é o velhinho, a mulher, as criancinhas e os municípios”, disse Serra. “Mas tem uma que está por trás, que é maior, é a reeleição”, afirmou ele, ressaltando que eventuais mudanças não podem prejudicar essas questões específicas.

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