Natasha Dal Molin
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O presidenciável José Serra (PSDB), em mais uma visita a Brasília, não tocou no nome do seu suposto aliado Joaquim Roriz (PSC). O mais estranho é que ao ser questionado sobre a enorme distância que guarda do dex-governador, se irritou: “Eu não evitei (falar o nome de Roriz). Isso é uma atribuição sua, dizer que eu evitei”, respondeu, encerrando a coletiva de imprensa, depois da sabatina no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizada na tarde de ontem.
Visivelmente incomodado com a indagação, retornou e acrescentou: “Como não tenho citado também o outro, o candidato do PT”, disse, classificando a pergunta como tendenciosa. O curioso é que Serra realmente jamais teria motivos para citar Agnelo Queiroz, simplesmente porque o petista nada tem a ver com a candidatura do tucano, mas sim com a de Dilma Rousseff.
Não é de hoje que Serra esquiva-se de qualquer proximidade com Roriz. O ex-governador, barrado na Lei da Ficha Limpa no Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aguarda julgamento de recurso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Alfinetada em Agnelo
Gabando-se de ser um candidato ficha-limpa, Serra fez críticas a Dilma Rousseff (leia sobre isto na página 7) e, durante a explanação sobre a reforma política, alfinetou o candidato petista ao GDF.
“Em 2006, um candidato ao governo que não conseguiu se eleger entrou para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). É como se fosse parada de ônibus”, disse, referindo-se à distribuição de cargos políticos nas agências reguladoras do Governo Federal.
Leia mais na edição desta terça-feira (14) do Jornal de Brasília.