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Política & Poder

Senador Girão defende quebras de sigilo na CPMI do INSS

O parlamentar do Novo-CE nega interferência da Presidência do Senado e pede prorrogação da comissão por 60 dias para aprofundar investigações.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 17h26

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu nesta terça-feira (3) a manutenção das quebras de sigilo aprovadas na CPMI do INSS, incluindo as de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em pronunciamento no Plenário do Senado, Girão afirmou que a decisão foi soberana e seguiu o Regimento Interno, negando qualquer interferência da Presidência da Casa. Ele citou um precedente de 2019, quando o então senador Davi Alcolumbre presidiu votação similar sobre a MP 870/2019.

O senador acusou a base governista de tentar obstruir a votação dos requerimentos, que englobam quebras de sigilos bancário e fiscal de diversas pessoas ligadas ao caso. Segundo Girão, o objetivo é aprofundar as investigações sobre supostos vínculos no escândalo do INSS.

Girão mencionou uma reportagem que apontaria ligação entre Lulinha e investigados, como o ‘Careca do INSS’, e defendeu a prorrogação da CPMI por pelo menos 60 dias. ‘É urgente e inadiável. O próprio Lulinha já teria admitido publicamente, junto com interlocutores, o seu vínculo com o Careca do INSS’, declarou o parlamentar, enfatizando a necessidade de apurar a verdade e identificar responsabilidades.

Com informações da Agência Senado

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