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Política & Poder

Senador Amin critica STF por demora no inquérito das fake news

Em pronunciamento no Plenário, o parlamentar chamou a investigação de ‘tirania’ e defendeu o impeachment de ministro para conter abusos.

Redação Jornal de Brasília

17/03/2026 17h11

senador amin

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Esperidião Amin (PP-SC) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (17), questionando a demora na conclusão do inquérito das fake news.

Instaurado em março de 2019 para apurar supostos ataques à Corte, o inquérito é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e deve completar sete anos em 2026 sem uma conclusão oficial. Amin destacou os questionamentos jurídicos e institucionais gerados pela condução da investigação.

“Sete anos de tirania, de inquisição, de intimidação, de blindagem, especialmente de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Isso é um deboche contra o Estado democrático de direito. Esses sete anos são sete anos de vergonha, sete anos de despotismo. Só o impeachment de um ministro vai poder segurar isso, já que a autocontenção não funcionou”, declarou o senador.

Amin defendeu que o Congresso Nacional debata o tema e discuta os limites de atuação das instituições, especialmente em investigações de longa duração e grande alcance. Ele criticou a prática de incluir opositores no inquérito por críticas ao STF e mencionou casos como o do 8 de janeiro, que, segundo ele, merece revisão.

“O que não tem cabimento é ficar o ministro lá: se falar contra mim, eu boto no inquérito das fake news. Fica lá no sigilo. Ele investiga e ele julga? Prestem atenção: a vítima é o investigador e o juiz, como aconteceu no inquérito do 8 de Janeiro, que um dia vai ser revisado. Merece ser revisado. O Brasil merece passar a limpo essa narrativa transformada em distribuição de mão pesada”, afirmou.

*Com informações da Agência Senado

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