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Senado lança plano de equidade de gênero e raça

A Diretoria-Geral (DGer) realizou uma coletiva virtual de imprensa que contou com a participação de jornalistas de veículos como EBC, Record, Correio Braziliense, Bandnews e blogs especializados na temática

O Senado lançou a segunda edição do Plano de Equidade de Gênero e Raça (PEGR) nesta sexta-feira (22). Com cinco temas distintos (comunicação, educação, cultura organizacional, gestão e saúde) a versão traz 26 novos objetivos.

Para apresentar o material, que será adotado no período de 2021 a 2023, a Diretoria-Geral (DGer) realizou uma coletiva virtual de imprensa que contou com a participação de jornalistas de veículos como EBC, Record, Correio Braziliense, Bandnews e blogs especializados na temática.

Participaram do evento virtual a senadora Leila Barros, procuradora da Mulher no Senado, a diretora-geral, Ilana Trombka, e a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia DivinsKaya. Na ocasião, a senadora Leila Barros afirmou que abordar o tema da igualdade implica em saldar uma dívida histórica:

“Como teria sido a história do Brasil se desde 1822 tivesse acontecido a abolição da escravatura? Como teria sido nossa história se desde 1822 o racismo tivesse sido considerado crime? Como teria sido nossa história pátria, se desde 1822, nós mulheres, pudéssemos votar e ser votadas? São perguntas simples que nos revelam que, durante parte substantiva da história do nosso país, a maioria das mulheres, negros e índigenas foram governados por minorias que decidiram seu lugar sobre todos os temas”, comentou.

Em sua fala, Ilana ressaltou que o pioneirismo do Senado, ao lançar um plano de equidade de gênero e raça há dois anos, não é motivo de comemoração, já que o tema deveria ser prioridade para todas as organizações. “Fomos pioneiros nesta iniciativa e é uma lástima que assim continuemos. Não nos orgulhamos por estar à frente nesta temática, nos entristecemos por não ter outras entidades que estão ombreando com o Senado Federal as ações organizadas com metas quantificáveis que são verificadas constantemente em termos de gênero e raça. Tivemos um número enorme de ações realizadas e indicadores alcançados apesar da pandemia. Eu diria que por causa da pandemia esse plano se reveste de ainda mais importância do que há dois anos” disse.

Anastasia DivinsKaya, por sua vez, parabenizou o Senado pelo trabalho desenvolvido e por ter alcançado 86% das metas previstas no plano anterior. Ela destacou ainda os níveis de desigualdade presentes no Brasil, que continua “sendo um dos países mais desiguais do mundo, com desigualdades econômicas, sociais e políticas”. As desigualdades no Brasil são estruturadas pelos eixos de raça e do gênero, com características regionais, sociais, econômicas, etárias, entre outras. E os grupos socialmente mais afetados e marginalizados enfrentam múltiplas formas de discriminação. Portanto, elogiamos que o plano, seus objetivos e indicadores incorporem uma abordagem interseccional que leve em conta as desigualdades de gênero e raça.

Destaques do plano

Um dos destaques é a proposta de criação do Observatório de Equidade no Legislativo, cuja ideia é publicar no espaço temáticas ligadas à raça e gênero. Além disso, o PEGR também prevê a apresentação do Programa de Assistência a Mulheres em Situação de Vulnerabilidade Econômica em decorrência da Violência Doméstica e Familiar às assembleias legislativas do país.

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Há ainda propostas voltadas à adoção de protocolos em casos de violência doméstica, a criação do Programa Pai Presente, combate à gordofobia e ações de respeito à diversidade. Para a administração da Casa, iniciativas em prol da equidade podem, além de modificar a instituição internamente, provocar mudanças em outras instituições e, consequentemente, nas relações sociais que permeiam a sociedade.








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