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Brasil

Seguranças se entregam após morte de ciclista em Copacabana

Polícia Civil procura dois entregadores que também teriam participado da agressão que matou Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos.

Redação Jornal de Brasília

21/08/2026 8h48

ciclista

Câmeras de segurança registraram o linchamento de Cláudio. — Foto: Reprodução/TV Globo

Dois seguranças de rua se entregaram à polícia nesta quinta-feira (20) após a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, agredido em Copacabana, na zona sul do Rio. Segundo a investigação, dois entregadores de venda delivery também teriam participado do crime e são procurados pela Polícia Civil.

De acordo com o relato policial, a vítima foi espancada por nove minutos, com mais de 30 golpes de porrete na cabeça, além de chutes no tórax e na barriga. Os seguranças teriam abordado Cláudio Rafael sob a suspeita de que ele havia furtado a bicicleta que estava com ele.

O ciclista saiu de casa na noite do dia 11, pedalando de Botafogo até a Rua Belford Roxo, em Copacabana, com a bicicleta da irmã, como fazia habitualmente. Na abordagem, um dos seguranças, Davi Santos Machado, perguntou se a bicicleta era dele. Por ter um transtorno psicológico, o jovem respondeu de forma incompleta. Em seguida, Jorge Luiz Ricardo Dias tomou a bicicleta da vítima e a levou embora.

Cláudio tentou segurar a bicicleta e foi agredido. Depois, seguiu sozinho até a Rua Felipe de Oliveira, onde ficou sentado na escadaria de um prédio. Foi nesse local que, segundo a polícia, começou a sessão de tortura e espancamento. Com um bastão, Davi Santos Machado passou a golpeá-lo. A vítima ainda tentou fugir, mas foi derrubada pelos entregadores. Antes de ir embora, Davi tirou fotos de Cláudio inconsciente com um celular, e um dos entregadores ainda revistou o bolso do rapaz.

Os bombeiros chegaram cerca de 30 minutos depois e socorreram a vítima, que foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Cláudio Rafael morreu na madrugada do dia 12. A causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna.

Segundo o delegado titular da 12ª DP (Copacabana), Ângelo Lages, os quatro suspeitos deverão responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A polícia segue à procura dos dois homens que usavam mochila de entregadores e não se apresentaram para prestar depoimento.

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