O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (04), que, se eleito, tem planos de demitir cerca de 8 mil militares que trabalham em cargos comissionados. A fala ocorreu durante evento na Central Única dos Trabalhadores (CUT).
“Nós vamos ter que começar o governo sabendo que vamos ter que tirar quase 8 mil militares que estão em cargos de pessoas que não prestaram concurso. Vamos ter que tirar. Isso não pode ser motivo de bravata, tem que ser motivo de construção”, disse Lula.
Essa não foi a primeira vez que o ex-presidente criticou a presença de militares no governo federal. Em março, Lula já havia dito que o “papel dos militares não é puxar saco de Bolsonaro nem de Lula”.
“Eles têm que ficar acima das disputas políticas. Exército não serve para política, ele deve servir para proteger a fronteira e o país de ameaças externas”, afirmou o ex-presidente.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), desde a entrada de Jair Bolsonaro (PL) no governo, o número de militares em cargos civis no Executivo aumento. Entre 2019 e 2020, esse número cresceu 122%.