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Política & Poder

Rossi: Dilma quer modernizar Ministério da Agricultura

Arquivo Geral

13/12/2010 12h52

A modernização da estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é um desafio proposto pela presidente eleita, Dilma Rousseff, ao titular da pasta, Wagner Rossi, que foi confirmado no cargo para o próximo governo. “A presidente me disse que precisamos modernizar o Ministério da Agricultura, para que ele possa acompanhar a evolução do setor produtivo rural”, afirmou o ministro, que realizou na manhã de hoje um encontro com jornalistas.

“Em 30 anos, a estrutura é a mesma. E houve mudanças de quantidade e de qualidade na agropecuária brasileira”, disse Rossi. Ele destacou que atualmente a produção oriunda do campo responde por parcela de aproximadamente 27% do Produto Interno Bruto (PIB), 43% das exportações e 40% dos empregos gerados no País, mas ressaltou que a estrutura do MAPA foi criada quando “os números não chegavam nem à metade disso”.

Embora não tenha anunciado mudanças concretas ou criação de novos departamentos na estrutura do Ministério, Rossi disse que há áreas que claramente exigem aperfeiçoamentos. Ele se referia a questões de burocracia. Citou a necessidade de haver aceleração dos registros de novos produtos e nos processos de certificação de origem. “O sistema criado passou por um processo de esclerose burocrática”, disse o ministro. “Há casos simples que demoram oito, dez anos para serem resolvidos”, completou.

Segundo Rossi, serão revistos fluxos, processos e rotinas, para dar maior celeridade ao dia a dia do MAPA. O ministro ressalta que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão incluídas nesse desafio de modernização, mas ressaltou que essas duas instituições, por terem uma cultura empresarial, já estão mais adiantadas e também apresentam menor resistência a mudanças.

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    09/12/2010 11h20

    O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, revelou nesta manhã à Agência Estado que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pediu-lhe um projeto de modernização da Pasta como a prioridade do setor no novo governo. “Ela se mostrou interessada que eu faça rapidamente um projeto de atualização e modernização porque o setor produtivo rural avançou muito e o ministério ficou distanciado dele, com uma estrutura de 30 anos atrás”, disse Rossi, cuja permanência no cargo foi confirmada ontem à noite.

    De acordo com o ministro, Dilma pediu ainda que, logo após elaboração do projeto de atualização do Ministério da Agricultura, ele discuta com ela as propostas “para avançarmos no processo de modernização”. Rossi afirmou que sua permanência no cargo reflete “a boa avaliação” dele como ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente eleita, além do apoio da cúpula e da bancada do PMDB, partido do vice-presidente eleito Michel Temer, seu padrinho político.

    “Estou muito feliz, porque tive o reconhecimento de um trabalho que fiz em um prazo curto; procurei gerar sintonia com o setor produtivo e com a bancada e agora terei condições de, orientado pela presidente, buscar metas mais ambiciosas”, afirmou Rossi, que assumiu o cargo em 1º de abril deste ano após o então ministro, o deputado federal reeleito Reinhold Stephanes (PMDB-PR), renunciar para disputar um novo mandato.

    Antes de embarcar para São Paulo, onde despacha durante a tarde na Superintendência Federal da Agricultura, o ministro garantiu ainda ter obtido “referências muito positivas do setor produtivo” para permanecer no cargo. Amanhã, Rossi terá seu primeiro encontro formal com os ruralistas, em um almoço, ainda na capital paulista, com representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB). À tarde, o ministro vai a Sertãozinho (SP) para participar do lançamento da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise).

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