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Romário diz que prefere Bolsonaro a Lula e que antes o ‘país estava uma merda’

O papo começa sobre futebol, mas lá pela metade da entrevista de quase uma hora o entrevistador entra na seara política

Por FolhaPress 11/10/2021 5h51
Senador Romário Faria. Foto: Lucio Bernardo Jr./CD

Anna Virginia Balloussier
SÃO PAULO, SP

O senador Romário Faria (PL-RJ) prefere Jair Bolsonaro (sem partido) a Lula (PT) e, ainda que tenha críticas à atual gestão, acha que o Brasil está melhor hoje do que nos anos petistas. “Antes de Bolsonaro, nosso país estava uma merda do caralho”, disse o ex-jogador de futebol em entrevista ao “Cara a Tapa”, canal no YouTube do jornalista esportivo Rica Perrone.

O papo começa sobre futebol, mas lá pela metade da entrevista de quase uma hora o entrevistador entra na seara política. É quando Romário deixa clara sua predileção pelo bolsonarismo. Não que poupe o presidente, que para ele teve condutas erradas durante a pandemia da Covid-19.

“Cara, eu faço parte de um partido [PL] que, hoje, ele é Bolsonaro”, diz. “Se você me perguntar o que eu acho disso, acho que o Bolsonaro é um presidente que tem feito coisas positivas pro nosso país. Erra em alguns momentos, principalmente nesses últimos dois anos, com a pandemia. Deixou de ter algumas ações. Na minha opinião falou algumas coisas que poderia não ter falado…”

Perrone questiona nessa hora: “Ele se embananou muito, né?”. O ex-futebolista, campeão mundial em 1994, concorda, mas logo sai em defesa do presidente, seu colega no Congresso entre 2011 e 2014, quando os dois eram deputado. “Tomou algumas decisões que poderia não ter tomado. Mas eu, particularmente, convivi com Bolsonaro nos quatro anos de deputado federal, ele estava lá ainda. E o Bolsonaro é um cara muito sério, isso eu posso afirmar. Um cara que tem coragem, que não tem medo de se posicionar. Isso ele trouxe isso para a Presidência. Antes de Bolsonaro, nosso país estava uma merda do caralho.”

Disse, em seguida, que se a eleição fosse hoje ele votaria pela reeleição do atual ocupante do Palácio do Planalto.
Romário também afirmou que, no começo de sua carreira política, chegaram-lhe ofertas de propina e outros atos de corrupção. Logo os dispensou, diz.

O senador diz que suas bandeiras preferenciais são educação, esporte, saúde e pautas ligadas à proteção de pessoas deficiência –ele tem uma filha de 16 anos que é portadora da síndrome de Down. “Eu não sou aquele cara que, ‘pô, vou falar da Amazonas (sic), da Petrobras, enfim, de assuntos que eu não tenho total conhecimento pra falar.”

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Mais adiante na conversa, Romário lamenta: “Infelizmente no Brasil hoje falar de política tá chato, sabe por quê?”.
Dá como exemplo a própria entrevista com Perrone. Acabou de falar que gosta de Bolsonaro, “de pessoas com personalidade”, e já sabe: “A esquerda vai me dar porrada”. Como também afirmou que o presidente errou em colocações e decisões, a direita lhe reservará tratamento similar. “Posso fazer o que? Foda-se, tenho que falar”, afirma. “A gente tá passando do limite, tudo é cancelado.”








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