Com gritos de “Brasília acordou, Rollemberg governador”, o candidato do PSB ao Governo do DF, Rodrigo Rollemberg, foi recebido pelos apoiadores na porta do comitê do partido, no Setor Comercial Sul. Sob o olhar atento da mulher, Márcia, ele discursou agradecendo “do fundo do coração” a confiança dos eleitores do DF. Disse que não pretende buscar apoio de partidos para o segundo turno, mas vai dialogar com a população, em busca de votos.
“Vamos continuar buscando o apoio da população. Voto não tem dono. Cada pessoa é dona do seu”, afirmou Rollemberg, antes de ser ovacionado por apoiadores na porta do comitê central da campanha. “Não vamos procurar partidos ou candidatos. Todos os que queiram apoiar nosso programa de governo sem absolutamente nada em troca, apenas pelo desejo de mudança, serão muitos bem-vindos”, disse, garantindo que ainda não foi procurado por nenhum partido.
Se vai acomodar o PT no governo, em caso de um possível apoio, ele diz que não discute isso. “O candidato Agnelo tinha apoio de mais de 15 partidos e não foi sequer para o segundo turno. Isso é uma demonstração clara de que a população não se sente representada adequadamente pelos partidos”.
Rollemberg foi para o segundo turno após conseguir 45,23% dos votos válidos, o que corresponde a 692.855. Os planos de campanha não mudam, ele garante, prometendo trabalhar “redobrado” nos 21 dias que o separam do 26 de outubro. “Nossa estratégia é a mesma”.
Promessas
Em discurso emocionado, o candidato do PSB prometeu governar para os mais necessitados. Disse que trabalhará para resgatar o papel da política, “tão desacreditada”: “Precisamos mostrar que é possível fazer diferente. Quero dizer que o governo tem que ter um olhar mais atencioso para os mais pobres. É assim que nós vamos fazer”.
Citou Rubem Alves e disse esperar que suas “sábias palavras” o inspirem: “A política, como profissão, é a mais vil de todas as profissões, mas a política como votação é a mais nobre de todas as vocações”.