O coordenador financeiro da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, José Henrique Reis Lobo, negou que existam problemas de arrecadação para o candidato e disse que o engenheiro Paulo Vieira de Souza não tinha autorização para angariar recursos para o partido.
A edição da revista IstoÉ desta semana traz matéria em que cita dirigentes tucanos, como o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB, acusando Souza de arrecadar cerca de R$ 4 milhões junto a grandes empreiteiras para as campanhas eleitorais de 2010.
Ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), estatal paulista responsável pelo Rodoanel e outras obras bilionárias, o engenheiro teria fácil acesso a essas empresas. Segundo a denúncia da revista, os recursos não chegaram ao caixa da campanha de José Serra.
“Não li a matéria, mas asseguro que essa pessoa não estava autorizada nem credenciada para fazer qualquer tipo de arrecadação para a campanha de José Serra”, disse Reis Lobo à Agência Estado. Segundo a IstoÉ, essa coleta de dinheiro “à revelia” da cúpula do partido teria sido descoberta durante uma reunião no dia 2 de agosto, quando o comitê financeiro da campanha contabilizou um volume bem menor do que o esperado, de R$ 3,6 milhões, segundo a revista.
O partido, então, teria feito uma checagem junto a várias empresas. No final, teria concluído que R$ 4 milhões foram coletados, mas não repassados aos cofres do PSDB, afirma a IstoÉ. Reis Lobo não confirma que tenha havido checagem para comprovar tal arrecadação.
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