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Política & Poder

Retrospectiva 2018. Triplex vale até R$ 2,2 milhões

Arquivo Geral

25/12/2018 15h51

Atualizada 26/12/2018 21h28

Paulo Whitaker/Reuters

A avaliação judicial do triplex atribuído ao ex-presidente Lula encontrou um fogão, um exaustor e uma geladeira, sem uso e desligados, no imóvel. Além disso, há armários e camas “em bom estado de conservação”.

Segundo o mesmo laudo, o apartamento vale 2,2 milhões.

O procedimento foi feito a pedido do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a venda do imóvel por meio de hasta pública.

Ele tomou a providência depois que a Justiça do Distrito Federal penhorou o triplex num processo de cobrança de dívidas da OAS. Moro, que atritui o apartamento a Lula, suspendeu o procedimento e determinou a venda do imóvel.
Segundo o laudo, “no primeiro pavimento há uma sala com varanda, cozinha e área de serviço, lavabo e uma suíte”. No segundo piso, “existem três quartos compactos”. E no terceiro, há uma sala, churrasqueira e piscina. Um elevador integra os três andares.

“O imóvel possui piso frio em todos os cômodos e armários planejados nos quartos, cozinha, área de serviço, área externa e banheiros”, segue o documento.

A oficial de Justiça que fez a avaliação esclareceu no laudo que se dirigiu ao local e que o porteiro “sr. Alexandre”, informou que “as chaves do apartamento ficam com funcionários da empresa OAS”.

O fato de o ex-presidente nunca ter ficado com as chaves do imóvel e de ele estar até hoje em posse da empreiteira é um dos argumentos centrais da defesa de Lula. Os advogados alegam que o apartamento é da construtora.


Sem Lula, cresce briga por vaga

Em uma possível corrida presidencial sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quatro candidatos disputariam uma vaga no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSC), de acordo com a primeira pesquisa do Datafolha após a condenação do petista em segunda instância.

Levantamento realizado na segunda (29) e na tercça (30) mostra que, caso o ex-presidente seja barrado pela Lei da Ficha Limpa, seus votos ficariam pulverizados entre diversos nomes e a briga pelo segundo lugar seria acirrada.

Bolsonaro lidera o principal cenário sem a presença de Lula, com 18% das intenções de voto. Ele aparece à frente de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Luciano Huck (sem partido).


O economista que mandará na economia de Bolsonaro

A tentativa do deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, de se apresentar como opção liberal-conservadora nas eleições começa a ganhar contornos mais definidos pelas mãos do economista Paulo Guedes, anunciado como seu possível ministro da Fazenda, caso ele seja eleito.

Com uma trajetória política marcada por posições nacional-desenvolvimentistas, de viés estatizante, que ainda geram muita desconfiança entre os liberais, Bolsonaro diz agora que deixará as decisões ligadas à economia para Guedes.

“Eu confesso publicamente que não entendo nada de economia. A gente tem que ter humildade de escolher as pessoas certas, debater, conversar, para tomar decisões em diversas áreas”, afirma.


Viaduto abre polêmica dentro e fora do Buriti

Ao postar uma defesa do governo Rollemberg (PSB) nas redes sociais, a secretária de Planejamento, Leany Lemos, colocou mais lenha na crise política turbinada pela queda do viaduto do Eixão. Com tom de desabafo, o texto virou mantra defensivo para os governistas, mas também inflamou críticas da oposição.

Questionado pelo Jornal de Brasília se tinha ou não conhecimento da baixa execução do orçamento para o reparo de viadutos e pontes em seu governo, Rollemberg desconversou. O governador preferiu reafirmar os feitos da gestão, como a recuperação do complexo de viadutos da Rodoviária de Brasília e a recuperação da barragem do Ribeirão do Gama e de um viaduto de Ceilândia, onde duas pessoas morreram no governo passado, por exemplo.

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