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Política & Poder

Renan Calheiros defende acesso irrestrito a investigações do Banco Master

Senadores da CAE pressionam STF e PF por transparência nas apurações de fraudes no banco liquidado pelo BC.

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 21h34

senador renan calheiros (1)

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu nesta quarta-feira (11) o acesso irrestrito a todos os documentos relacionados às investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Durante visitas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Renan destacou o papel do Senado em fortalecer as investigações da PF e fiscalizar o sistema financeiro nacional, competência constitucional permanente da CAE.

Acompanhado de senadores como Esperidião Amin (PP-SC), Izalci Lucas (PL-DF), Fernando Farias (MDB-AL), Damares Alves (Republicanos-DF), Leila Barros (PDT-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Margareth Buzetti (PP-MT), Renan entregou pedidos de informações, inclusive sigilosas, e recebeu compromisso de assessoramento técnico da PF para agilizar o acesso aos dados.

Em entrevista após o encontro no STF, Calheiros defendeu a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, para prestar depoimento na comissão. “Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, eu acho que a gente deveria começar a fase de depoimento ouvindo Vorcaro”, afirmou.

O senador também planeja dialogar com outros ministros do STF e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para reforçar o acesso às investigações. No Supremo, o inquérito sobre as fraudes no Banco Master é relatado pelo ministro Dias Toffoli.

As apurações, que incluem a Operação Compliance Zero deflagrada pela PF em novembro de 2025, investigam concessão de créditos falsos pelo banco, com prejuízos estimados em R$ 17 bilhões, além de uma tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Renan manifestou apoio à condução das investigações pela PF e enfatizou a necessidade de punir os responsáveis pelas irregularidades, que envolveram ramificações em todos os Poderes da República. Ele defendeu o aprimoramento da legislação, incluindo a Lei Complementar 105 de 2001, que permite às comissões parlamentares quebrar sigilos financeiros mediante aprovação no Plenário do Senado.

A CAE criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso, priorizando sua função permanente de fiscalização em detrimento de comissões de inquérito temporárias. “A fiscalização do sistema financeiro é algo permanente do Senado”, comparou Calheiros.

Outros senadores reforçaram a importância da transparência. Izalci Lucas destacou a competência da CAE para requisitar documentos sigilosos e defendeu visitas a órgãos como TCU e Banco Central para obter informações. Esperidião Amin criticou o excesso de sigilo, afirmando que o ministro Fachin exaltou a necessidade de transparência para evitar blindagens nas investigações.

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