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Relatório da Abin questionou lisura da fortuna do dono da Havan

Documentos mostram uma certa cautela da agência e do alto comando militar com relação a alguns empresários que se aproximaram do Governo Federal

Foto: Reprodução/Facebook

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigou a procedência da fortuna do empresário Luciano Hang, dono da Havan, e produziu um relatório de 15 páginas acerca do tema. Luciano Hang se tornou um apoiador com influência no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O documento, datado de julho de 2020, serviu para alertar o Palácio da Planalto sobre os riscos da aproximação com o empresário. As informações são do UOL.

O documento, que foi classificado como “reservado”, foi encaminhado à Casa Civil, ao alto comando do Exército, à Polícia Federal e, posteriormente, um senador integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid teve acesso aos papéis.

De acordo com o apurado pelo UOL, os documentos mostram uma certa cautela da agência e do alto comando militar com relação a alguns empresários que se aproximaram do Governo Federal. O relatório foi produzido pouco tempo após o jornal “Valor Econômico” publicar uma matéria sobre a participação de Hang em um suposto esquema do governo para maquiar dados relativos ao novo coronavírus e aos mortos em decorrência da doença. A reportagem foi divulgada em junho de 2020, menos de um mês antes do relatório.

A Abin tem como uma de suas funções investigar, de ofício, políticos, apoiadores, empresários e pessoas que se aproximam da presidência da República. A agência analisou a carreira empresarial de Hang desde o seu início, quando, aos 21 anos, ele comprou uma tecelagem. Recentemente, o empresário foi acusado de financiar redes de fake news e do chamado “gabinete do ódio”.

O documento relata ainda que, em1997, os negócios de Hang passaram por um processo de expansão com uma fonte oculta de recursos. No ano de 2000, um estudante e economia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) analisou que o custo fixo mensal das lojas era “cinco vezes maior do que o faturamento” da empresa, o que, em circunstâncias normais, inviabilizaria o negócio.

Em 1999, o Ministério Público Federal (MPF) investigou o empresário por lavagem de dinheiro, remessa de dinheiro de origem ilegal ou duvidosa, sonegação fiscal, contrabando de importados e evasão de divisas.

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