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Política & Poder

Relator diz ter coletado assinaturas necessárias para prorrogar CPI do Crime Organizado

Ao todo, 27 senadores assinaram o pedido, o que corresponde a um terço dos membros da Casa, número mínimo exigido pelo regimento interno para a prorrogação de CPIs.

Redação Jornal de Brasília

06/04/2026 11h35

alessandro vieira

Senador Alessandro Vieira. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na noite deste domingo, 5, que conseguiu coletar as assinaturas necessárias para propor a prorrogação dos trabalhos da comissão no Senado Federal.

Ao todo, 27 senadores assinaram o pedido, o que corresponde a um terço dos membros da Casa, número mínimo exigido pelo regimento interno para a prorrogação de CPIs.

A CPI do Crime Organizado foi instalada no dia 4 de novembro do ano passado, com prazo inicial de 120 dias. Assim, os trabalhos estão previstos para se encerrarem no dia 14 de abril, mas o colegiado espera ter mais 60 dias para apresentar e votar o relatório final. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir sobre a continuidade da comissão.

Senadores de diversos partidos aderiram ao pedido de prorrogação da comissão, segundo Vieira, que divulgou os nomes no seu perfil no X (veja a lista ao final).

“A CPI do Crime Organizado tenta trazer um pouco de luz, apontando abusos, omissões e crimes de figuras poderosas. Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar”, escreveu Vieira.

A CPI do Crime Organizado está apurando a atuação, o crescimento e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil, principalmente de facções e milícias.

Nesta terça-feira, 7, a comissão prevê ouvir o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e de venda de honorários a fundos administrados pela Reag. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça desobrigou Ibaneis de comparecer ao depoimento.

Ainda nesta reunião, a CPI deve ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, sobre as ações envolvendo o “domínio territorial das facções dentro das unidades prisionais” do País.

Na reunião da próxima quarta-feira, 8, a CPI pretende ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Ele já faltou a dois depoimentos alegando “compromissos profissionais previamente agendados”.

Os senadores convocaram Campos Neto para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pelo Banco Central “para autorizar o ingresso de novos controladores no sistema financeiro nacional”, principalmente no que diz respeito ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na reunião, também está prevista a oitiva do atual chefe do Banco Central, Gabriel Galípolo, para depor na condição de convidado.

Estadão Conteúdo.

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