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Política & Poder

Redesenho dos blocos partidários começa a tomar forma na CLDF

Arquivo Geral

10/04/2016 6h00

Millena Lopes

millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

O governador Rodrigo Rollemberg, pessoalmente, tem se empenhado para reorganizar as estruturas na Câmara Legislativa, com a formação dos blocos partidários, o que deve  se consolidar nesta semana. Na busca por uma base que seja realmente de apoio, ele espera montar núcleos estruturados para que os projetos do Executivo passem com facilidade pela Casa. Os desenhos já estão se definindo e, se tudo sair como o planejado, o governador, enfim, poderá respirar aliviado. Devem mudar também  as composições das comissões permanentes da Casa, permanecendo as presidências e vice-presidências. 

O bloco do PR, que tem um deputado oposicionista e outro da base, já começou a se movimentar. Na semana passada, recebeu os dois deputados do PMDB e, nos próximos dias, deve perder três da base e ganhar outro. Por enquanto, o Amor por Brasília é o maior bloco da Casa,  com Bispo Renato (PR), Agaciel Maia (PR), Rodrigo Delmasso (PTN), Lira (PHS), Júlio Ribeiro (PRB), Wellington Luiz (PMDB) e Rafael Prudente (PMDB). 

Ribeiro, que é líder do governo, já avisou que sairá da composição. Ele deve se juntar a Luzia de Paula (PSB), Juarezão (PSB), Roosevelt Vilela (PSB) e Delmasso em outro colegiado. Lira também deve se despedir logo para compor com PPS (Celina Leão e Raimundo Ribeiro), SD (Sandra Faraj) e PSD (Cristiano Araújo). Liliane Roriz (PTB), por outro lado,  é esperada no grupo. 

“A gente não sabe se o governador vai querer  outros deputados no nosso bloco. De repente, pode ser  que ele ache que nós sejamos más companhias”, alfineta Bispo Renato.  A composição, ele reitera, é ainda provisória, já que devem permanecer apenas PMDB, PR e PTB. 

Sem partido não conta

Por estarem sem partido, Telma Rufino e Robério Negreiros não estão na conta do Palácio do Buriti, já que os grupos são partidários. Os petistas (Wasny de Roure, Ricardo Vale e Chico Vigilante) devem continuar como estão. 

Delmasso, que deve ser o líder da maioria, diz que ainda avalia a saída do Amor por Brasília. Para bater o martelo, deve ter conversas com o líder de governo e com o próprio governador nos próximos dias. “Vamos fazer uma avaliação”, explica.

Está nos planos do governador um outro bloco de apoio irrestrito: formado por Rede (Cláudio Abrantes e Chico Leite), PV (Israel Batista) e PDT (Reginaldo Veras). 

Nas mãos dos líderes

Oficialmente, o articulador do governo – Igor Tokarski –  diz que o assunto está nas mãos dos líderes partidários. “Não existe uma participação do governador”. Mas os deputados garantem que Rollemberg tem cuidado pessoalmente do assunto. 

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