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Política & Poder

Randolfe defende nova indicação de Lula para vaga no STF

Líder do governo no Congresso afirma que presidente deve exercer sua prerrogativa após rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

Redação Jornal de Brasília

30/04/2026 15h30

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu nesta quinta-feira (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique outro nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

“Tenho certeza de que o presidente da República vai fazer uso de sua atribuição. Não tem por que o presidente da República renunciar à atribuição de encaminhar um indicado ao Supremo Tribunal Federal”, declarou Randolfe. Ele acrescentou que o momento para a indicação será avaliado pelo presidente, mas que o próximo passo cabe ao governo.

Questionado sobre o perfil do novo indicado, o senador limitou-se a afirmar que isso é uma atribuição do presidente da República.

A oposição tem defendido que a indicação fique para o presidente eleito em outubro. Durante a sessão do Congresso, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pediu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que não aceite uma nova indicação de Lula. “O senhor, que preside o Congresso Nacional, não recepcione a possibilidade de nos debruçarmos, de novo, sobre uma escolha para o Supremo Tribunal Federal. Nós teremos um pleito agora, em outubro, teremos um recesso, em julho”, disse Marinho.

Alcolumbre não respondeu ao questionamento. Lideranças governistas rejeitam a possibilidade de abdicar da prerrogativa presidencial. “Por que razão o presidente da República iria abdicar de sua atribuição? Até 1º de janeiro, eleito pelo povo brasileiro, o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva”, completou Randolfe.

Líderes da oposição no Senado, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN), não confirmaram notícias de que Alcolumbre teria dito não pautar uma nova indicação do Planalto. O presidente do Senado não se manifestou à imprensa desde o final da votação que rejeitou Messias para o lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro do ano passado.

Randolfe argumentou que a derrota na votação de Messias era esperada devido ao calendário eleitoral. “Temos uma circunstância pressionada pelo calendário eleitoral. Então, o risco da derrota na votação de ontem era algo previsto. O que foi apreciado ontem não foi o currículo do ministro Jorge Messias, não foi sua competência e capacidade para ser ministro do STF”, afirmou. Para o parlamentar, a votação representou uma antecipação do processo eleitoral por parte da oposição.

Com informações da Agência Brasil

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