Menu
Política & Poder

Ramagem aparece em primeira imagem sob custódia nos EUA

Ex-deputado, condenado pelo STF e considerado foragido no Brasil, foi preso após cooperação entre autoridades brasileiras e americanas

Mateus Souza

14/04/2026 13h58

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Departamento Penitenciário de Orange County, nos Estados Unidos, divulgou nesta terça-feira (14) a primeira imagem do ex-deputado federal Alexandre Ramagem após sua detenção pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

O registro da prisão, na chamada “mugshot” (foto de fichamento policial), foi incluído no banco de dados do estado da Flórida e indica que Ramagem está sob custódia por razões migratórias, sem acusações formais listadas até o momento. Segundo o influenciador Paulo Figueiredo, a detenção teria ocorrido inicialmente por uma infração leve de trânsito, com posterior encaminhamento ao ICE, ainda na segunda-feira (13).

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Polícia Federal informou que a prisão resultou de cooperação internacional com autoridades americanas. Em nota, destacou que Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Sentença

A sentença foi proferida no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ramagem recebeu pena de 16 anos de prisão.

Em dezembro, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato por decisão administrativa assinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, sem votação em plenário. À época, o ex-diretor da Abin contestou a medida.

Antes da prisão, Ramagem havia deixado o Brasil em setembro, pela fronteira com a Guiana, e se estabelecido em Miami com a família. A detenção nos EUA pode levar à sua expulsão do país, prática que se tornou mais frequente sob a política migratória americana recente, sub o governo Trump.

O ICE tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos devido à intensificação de operações e métodos considerados agressivos. A controvérsia aumentou após incidentes recentes que geraram protestos e pressão política, o que resultou na saída da então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado