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Política & Poder

Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar em 2026

TSE diz que eleitorado fora do país chega a 918.876 pessoas em 134 países, com aumento de 358% desde 2010

Redação Jornal de Brasília

26/09/2026 9h18

urna eletrônica

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores distribuídos por 134 países, número que corresponde a pouco mais de 0,5% do total de cerca de 158,7 milhões de eleitores do país.

Os brasileiros que vivem fora do Brasil votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. O TSE informa que o eleitorado no exterior vem crescendo ano a ano e que, entre 2010 e 2026, o aumento foi de 358%. Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados; em 2014, o contingente subiu para 354 mil; em 2018, chegou a 500 mil; e, em 2022, a quase 700 mil.

Para a eleição de 2026, o tribunal prevê a instalação de seções eleitorais em 186 cidades no exterior. Esses locais funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser montados em escolas, hotéis e outros espaços.

Entre os eleitores que se preparam para votar fora do país está a jornalista Victória Moretti, de 30 anos, estudante de mestrado na University of Niagara Falls e moradora de Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior. Para votar, ela e amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.

No relato à Agência Brasil, Victória afirmou que quis votar mesmo morando fora porque considera importante participar das eleições. Ela também disse que a experiência de viver no exterior reforçou seu vínculo com o Brasil e que percebe, entre brasileiros no Canadá, a polarização política do país.

Segundo o TSE, as mulheres representam 57% do eleitorado brasileiro no exterior, enquanto os homens somam 43%. Entre o estado civil, os solteiros são maioria, com 52%, seguidos pelos casados, com 42%; divorciados, 6%; e viúvos, 1%. O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% desse eleitorado.

Quanto à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução. Os que concluíram o ensino médio são 29%, enquanto os com ensino superior incompleto somam 13%. Na sequência aparecem os que têm ensino médio incompleto, com 10%; ensino fundamental completo, com 5%; ensino fundamental incompleto, com 3%; e os que apenas sabem ler e escrever, com 1%.

Entre os países com mais eleitores brasileiros no cadastro estão Estados Unidos, com 265,4 mil; Portugal, com 134,7 mil; Japão, com 88,3 mil; Canadá, com 46,4 mil; e Alemanha, com 41,5 mil. O maior grupo etário é formado por eleitores de 40 a 44 anos, seguido pelas faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou pelo aplicativo e-Título. Segundo o TSE, não haverá mesas exclusivas para justificativa, e o procedimento presencial poderá ser feito apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica.

Com informações da Agência Brasil

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