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Política & Poder

PT propõe manter política fiscal e ironiza "choque de 10 volts"

Arquivo Geral

12/06/2006 0h00

O presidente nacional do PT, help thumb Ricardo Berzoini, sildenafil e o coordenador do programa de governo petista, approved Marco Aurélio Garcia, criticaram hoje as propostas de redução de impostos, gastos públicos e ministérios divulgadas domingo na convenção do PSDB que lançou o candidato Geraldo Alckmin à Presidência da República.

"A oposição precisa dar mais seriedade e consistência a suas propostas. Isso me parece um choque de gestão de apenas dez volts", ironizou Garcia, que é também assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais.

Os dirigentes petistas informaram em entrevista que o programa para um eventual segundo mandato de Lula será divulgado na segunda quinzena de agosto, com aprovação dos aliados PCdoB e PSB, sem prever mudança das políticas monetária e fiscal. A meta será "crescimento com distribuição de renda", além da reforma política.

"Propor corte de impostos agora é voltar à velha fórmula liberal, depois da forte elevação da carga tributária nos oito anos de governo Fernando Henrique, aumento que foi insignificante no governo Lula", disse Garcia.

Para ele, "corte de custeio no Brasil, historicamente, tem significado diminuir os gastos sociais". O PT, segundo Berzoini, trabalha com a perspectiva de que os juros reais estejam "entre 7,5% e 8%" no próximo quadriênio, o que não exigiria um aperto fiscal maior que a meta em vigor (4,25% de superavit primário).

"Essa política tem nos permitido enfrentar as necessidades de redução da dívida pública brasileira em relação ao PIB" , disse o presidente do PT. "Pode haver divergências quanto à intensidade, mas revertemos o quadro da economia neste governo", afirmou.

Berzoini reafirmou que o PT pretende manter o Banco Central "subordinado ao governo, com a autonomia administrativa que ele já exerce". Disse que não há "rombo explosivo" no INSS e que, se for reeleito, Lula manterá as aposentadorias rurais e o benefício mínimo de aposentadorias equivalente a um salário mínimo.

"O país tem problemas mais sérios para se preocupar além de reformas cosméticas", acrescentou Garcia, referindo-se à promessa de Alckmin de extinguir os ministérios criados por Lula. "Extinguir ministérios é algo que poderemos fazer ou não."

Embora Alckmin tenha mencionado doze novos ministérios, as pastas atuais criadas por Lula são Cidades, Turismo e Esportes, além de quatro secretarias especiais (Pesca, Políticas de Mulheres, Igualdade Racial e Relações Institucionais). Lula também deu status ministerial à Secretaria Especial de Direitos Humanos, que já existia.

O dirigente petista também criticou a proposta, apresentada a Alckmin pelo PFL, de criar o Ministério da Segurança Pública. "A oposição precisa largar essa esquizofrenia: ou quer cortar ministérios ou quer criar novos" , disse Berzoini.

"As competências da União e dos estados para a Segurança Pública estão definidas na Constituição", acrescentou o presidente do PT. "Queremos melhorar a nossa coopera ção com os governadores e o trabalho da Polícia Federal."

Berzoini informou que a reforma política deve ser uma prioridade no relacionamento do governo com o Congresso, caso Lula seja reeleito.

"Vamos propor três eixos: fidelidade partidária rigorosa; financiamento público de campanhas para a eleição por meio de listas partidárias e não de candidatos individualmente; e maior controle público sobre a atividade política", afirmou.

Berzoini defendeu as candidaturas à Câmara dos Deputados do ex-presidente do PT José Genoíno, denunciado pelo procurador-geral da República no inquérito do Mensalão, e do ex-ministro da fazenda Antonio Palocci, indiciado pela Polícia Federal pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

"Esses candidatos não estão interditados politicamente", disse o presidente petista. "Independentemente de terem cometido erros, ambos têm biografias altamente positivas para o partido", acrescentou.

O programa da coligação PT-PCdoB-PSB será detalhado em 32 comissões temáticas, antes de ser divulgado. Da equipe de assessoramento direto de Lula, além do coordenador Marco Aurélio Garcia, participam da coordenação de programa a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Miriam Belchior.

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