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Política & Poder

PT avalia oferecer vice a MDB para atrair partido à chapa de Lula

Plano envolveria saída de Alckmin e enfrenta resistência interna dos emedebistas, especialmente em São Paulo

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 7h16

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um grupo do PT encarregado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de articular sua reeleição avalia uma ofensiva para atrair o MDB à chapa presidencial. O principal trunfo seria a oferta da vaga de vice, o que deslocaria Geraldo Alckmin para disputar o governo ou o Senado em São Paulo, revelou O GLOBO.

Os nomes mais citados no MDB para eventual composição são Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho, embora ambos tenham planos eleitorais próprios em seus estados. A cúpula emedebista, apesar de ocupar três ministérios no governo, resiste a um alinhamento formal com o PT, o que reflete a histórica fragmentação regional do partido.

Petistas avaliam que um acordo nacional garantiria tempo de TV a Lula, ainda que os diretórios estaduais fossem liberados. Com a decisão do PSD de lançar candidatura própria à Presidência, o MDB passou a ser visto como a única legenda de centro viável para a chapa. O União Brasil segue no radar, mas sem perspectiva de apoio formal.

A maior resistência ao acordo está em São Paulo, liderada pelo prefeito Ricardo Nunes, que já se opôs ao apoio do partido a Lula em 2022 e mantém aliança com o governador Tarcísio de Freitas. Nunes critica o governo petista e afirma que uma adesão não passaria pelas instâncias internas do MDB.

Aliados de Lula no partido atribuem parte da resistência ao engajamento do presidente na campanha de Guilherme Boulos em 2024 e à decisão de incentivar Simone Tebet a disputar o Senado por São Paulo. Há, inclusive, a possibilidade de Tebet deixar o MDB caso a aliança não avance.

Defendem o acordo nomes como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eunício Oliveira e Eduardo Braga. Mesmo assim, a ala governista do MDB avalia que o PT demora a abrir a negociação. Sem consenso, a decisão sobre o posicionamento nacional do partido pode acabar sendo levada à convenção, onde ambos os lados dizem ter maioria.

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