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Política & Poder

PSOL se divide e dois grupos diferentes elegem Toninho e Fábio Felix para comandar o partido

Arquivo Geral

09/11/2015 7h35

Um congresso, duas plenárias e dois presidentes eleitos para dirigir o mesmo partido no DF. Ontem, o  PSOL se reuniu para eleger o novo diretório regional e um impasse entre os membros resultou na divisão do grupo e na eleição de Toninho, candidato ao Governo do DF no ano passado, e Fábio Felix, que concorreu à Câmara Legislativa. Os dois defendem ambos os processos como  legítimos. E contam com as bençãos da executiva nacional.

Oficialmente, o diretório regional divulgou o nome de Fábio Felix como novo presidente do partido no DF. Enquanto a equipe de Toninho  se encarregou de enviar e-mail à imprensa ressaltando a legitimidade do processo “com a presença de 56 dos 95 delegados aptos a votar”.

 Nas contas de Félix, 61 escolheram o nome dele. Em outra reunião. “A oficial”, reitera, “com a presença dos membros do diretório regional”. Segundo ele, o grupo liderado por Toninho e a mulher dele, Maninha, se retirou do congresso e se reuniu, à parte, durante uma hora, de forma paralela, por não concordar com as regras definidas para o evento.   

Toninho reitera que seguiu as normas baixadas pelo partido e que seu grupo é majoritário. “O grupo minoritário não reconheceu esse sistema e considerou que não deveria cumprir as orientações nacionais e fizeram um congresso com a delegação deles, eleita fora dos critérios nacionais”, sustentou.

Na Justiça

Para o ex-candidato ao GDF, a direção nacional da sigla reconhece a escolha dele para comandar o partido pelos próximos dois anos. “Se vão judicializar, eu não sei. Mas, se o fizerem, não temos dúvida de que ganharemos a questão, porque cumprimos as normas”, disse Toninho.

 Já Fábio Felix tem a seu favor o fato de a então presidente do diretório regional, Juliana Selbach, estar na plenária que o elegeu. “É ela que tem a o atribuição de fazer o registro e ela vai fazer. Quem tem que judicializar são as pessoas que não estão satisfeitas”, respondeu

Enquanto Toninho acredita que a executiva nacional vai apoiá-lo, Fábio Felix aposta que a autonomia do diretório regional será respeitada. “O congresso ocorreu dentro da formalidade”, repetiu.

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