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Política & Poder

PSDB e PSB fecham posição contra Renan, PT e PMDB liberam bancada em votação

Arquivo Geral

11/09/2007 0h00

O PSDB e o PSB decidiram votar pela cassação do presidente do Senado, pills Renan Calheiros (PMDB-AL). Já o PT e o PMDB liberaram a bancada para votar de acordo com a opinião pessoal de cada parlamentar. O DEM marcou encontro ainda hoje sobre o caso, sales mas, order como partido de oposição, também deve decidir por uma orientação da bancada para votar pela cassação.

Para aprovar a cassação ou a absolvição são necessários a maioria simples dos 81 senadores, ou seja, 41. PSDB e DEM respondem por 30 votos. PMDB, o partido de Renan, tem 19 senadores. O PT responde por 12 parlamentares, e os outros partidos têm 20 cadeiras.

De acordo com o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), “os senadores darão à votação os 12 votos solicitados pela cassação do mandato e, portanto pela consagração do relatório assinado pelos senadores [Renato] Casagrande (PSB-ES) e pela nossa companheira Marisa Serrano (PSDB-MS)”. Um senador, João Tenório (AL), ficou liberado para votar como quiser pelas relações pessoais com Renan.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), disse que, apesar de liberar a bancada para votar
“livre, leve e solta” a proposta de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), teme que o processo tenha “risco de vício, de contaminação pelos interesses que possam estar em jogo”. Segundo ela, não houve nenhum tipo de orientação. “Não houve orientação em nenhum sentido”, garantiu.

A bancada do PMDB está dividida. O líder do partido, senador Valdir Raupp (RO), admite que até seis senadores peemedebistas podem votar pela cassação. Segundo ele, a bancada também não fechou uma decisão comum, o que torna uma questão de “consciência” e não “partidária”.

Já o PSB, partido do senador Renato Casagrande (ES), que produziu o relatório da cassação no Conselho de Ética, os três integrantes da legenda (Antônio Carlos Valadares (SE), Patrícia Sabóia (CE), e ele) vão votar “fechados” pela cassação. “Vão votar com o meu relatório”, disse.

Renan Calheiros enfrenta um processo por quebra de decoro parlamentar após uma representação do P-SOL, baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto diz que o senador tinha contas pessoais pagas por um funcionário da construtora Mendes Júnior. Entre elas, uma pensão para a jornalista Mônica Velloso.

Uma perícia da Polícia Federal mostrou que os documentos apresentados por Renan Calheiros, “isoladamente”, não comprovam que ele tinha recursos suficientes para fazer os pagamentos. O Conselho de Ética e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovaram um relatório com uma lista de oito argumentos contra Renan. Por isso, foi encaminhado ao plenário do Senado.

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