O presidente do Senado, purchase Renan Calheiros, colocou hoje em votação as matérias que estão na Ordem do Dia da Casa, independente de acordos de lideranças. Antes de iniciar o processo de votação, Calheiros protagonizou uma discussão em plenário com o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), que reafirmou a posição de seu partido no sentido de que o parlamentar deixasse o cargo para não comprometer as investigações que vêm sendo conduzidas no Conselho de Ética.
Ao anunciar o início do processo de votação, o PSDB anunciou a obstrução do partido. Segundo Arthur Virgílio Neto, a decisão de não votar foi em reação às declarações de Renan Calheiros. “Ele foi indelicado com a senadora Marisa Serrano”, afirmou.
Renan Calheiros pôs em dúvida a capacidade da senadora tucana de ser membro do Conselho de Ética.
O líder do PSDB ressaltou que o partido não tem posição tomada quanto a futuras obstruções no processo de votação. “Nem casamento dura para sempre”, ironizou.
O líder do Democratas, José Agripino Maia (RN), também anunciou obstrução do partido nas votações. O motivo, entretanto, seria a falta de acordo com relação à medida provisória que
trata de novas regras para o trabalho dos pescadores artesanais.
O pedido de verificação de quórum pedido pela liderança do PSDB comprovou que não havia senadores suficientes em plenário para iniciar o processo de votação. Da presença mínima de 41 senadores, somente 24 estavam no plenário.
Dos 19 senadores que compõem a bancada do PMDB, partido de Renan Calheiros, oito estavam em plenário: Wellington Salgado (MG), Garibaldi Alves (RN), Almeida Lima (SE), Roseana Sarney (MA), Gerson Camata (ES), Geraldo Mesquita Júnior (AC) e Gilvan Borges (AP).
Encerrada a sessão por falta de quórum, Renan Calheiros afirmou, em entrevista coletiva, que “a obstrução é regimentalmente garantida”. Acrescentou que é necessário “aprender a conviver com o direito do partido pedir obstrução, sobretudo quando o governo não está aparelhado para o enfrentamento da votação”.