Natasha Dal Molin
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Os deputados distritais deram ontem uma demonstração de como muitos projetos viram lei sem que as discussões sejam aprofundadas e, pior, sem respaldo constitucional que permita entrar em vigor.
Depois de quase oito meses sem obter quorum e com pouquíssimos projetos discutidos, por causa da crise política no DF, os distritais deixaram tudo para a última hora e se debruçaram diante de uma lista de mais de 40 projetos que teriam que ser votados antes do recesso parlamentar para decidir quais os mais prioritários. Quinze dos 24 deputados participaram de uma longa reunião (que durou das 14 às 17h) na presidência da Casa para deliberar sobre a pauta.
E aprovaram, a toque de caixa, oito propostas, em primeiro e segundo turno. Uma delas, que concede aumento na jornada de trabalho aos radiologistas, contraria lei federal, que estabelece a jornada máxima de 30 horas semanais. “Esta é uma proposta polêmica, já que os representantes nacionais dos radiologistas já vieram aqui se manifestar contrários à decisão, visto que é um trabalho que expõe os técnicos à radiação. Acho que ele não deve ser aprovado hoje”, disse Erika Kokay (PT), antes do início da sessão.
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