Da Redação
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Ceilândia é um tradicional reduto de Joaquim Roriz. Na região administrativa ele pode tudo, certo? Errado. Foi o que se viu, ontem, durante visita ao Restaurante Comunitário local.
Sua Assessoria de Imprensa tirava fotos dele abraçado aos possíveis eleitores, quando foi advertida de que era proibido fotografar dentro do Restaurante sem autorização por escrito. Mas, à revelia das duas funcionárias que avisaram, a fotógrafa da campanha continuou o trabalho. Resultado: quase foi expulsa do local.
O compromisso estava marcado para 12h, mas o candidato chegou 15 minutos adiantado, acompanhado do vice Jofran Frejat (PR). Os dois se dirigiram à fila onde são servidas as refeições. Roriz, porém, não comeu. Maria de Lourdes Abadia, candidata ao Senado (PSDB), chegou pouco depois.
Era para Roriz se sentir em casa, mas os frequentadores do Restaurante demoraram para reconhecê-lo – a maioria não sabia que estava ali. E, pelo jeito, o candidato passou despercebido, pois os funcionários não notaram qualquer alteração na frequência.
Roriz permaneceu no Restaurante por cerca de 20 minutos. Em meio a tamanha indiferença, alguém finalmente o reconheceu. E se emocionou.
“O lote que eu tenho no Recanto das Emas foi ele que me deu. Em matéria de lote, não tem ninguém como ele”, disse Luís Soares.
Para Maria Angélica, 70 anos e que também lembrou quem Roriz era, a eleição está no papo. “Ele é candidato da massa pobre, tem alicerce forte”, acredita.
À saída, Roriz foi abordado por ambulantes. Um deles reivindicou a regulamentação da atividade. “Não aparece ninguém para defender a gente. Tem que regularizar essa feira. Só procuram a gente na hora de pedir voto”, reclamou, sem querer se identificar.
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