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Política & Poder

PPS, PMN e PHS vão se fundir para criar Mobilização Democrática

Arquivo Geral

31/10/2006 0h00

No mesmo dia em que telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, more about sickness o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), fez nesta terça-feira uma defesa veemente do desenvolvimentismo na economia, chegando a afirmar que o país viveu 25 anos semi-estagnado.

"Conversei hoje com o presidente Lula para desejar-lhe boa sorte. A boa sorte do presidente Lula significa a boa sorte do nosso povo", disse Serra.

"Como governador de São Paulo, vou procurar ter as melhores relações institucionais possíveis com ele", afirmou o tucano, que disse ter convocado uma entrevista coletiva devido às questões que vinha recebendo sobre como seriam suas relações com o Planalto.

Para ele, o PSDB vai se comportar com "altivez" na oposição. "Aprendemos a ser humildes na vitória e altivos na derrota… À oposição não cabe se opor a tudo".

Mais do que de política, Serra insistiu em comentários sobre economia. Em meio à discussão no governo Lula sobre abrandar a política monetária, pregou a necessidade da solução do crescimento econômico.

"Creio que a questão mais relevante para a população brasileira nos próximos meses e anos é a necessidade de encerrarmos um difícil período da vida nacional, durante o qual o desenvolvimento tornou-se uma espécie de palavrão e desenvolvimentista um insulto", afirmou.

Pelo seu diagnóstico, o país se viu livre da "praga" da inflação nos últimos onze anos, "mas com taxas muito baixas de crescimento e altos índices de desemprego".

"Essa estagnação não se deveu à estabilidade. Não crescíamos quando tínhamos superinflação, nem crescemos quando temos estabilidade de preços… São 25 anos de economia semi-estagnada", analisou, incluindo no período o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

"Precisamos tirar o Brasil desta armadilha", defendeu.

Segundo Serra, o presidente Lula disse que quer conversar com ele, mas o governador eleito irá aos Estados Unidos, de onde retorna após 15 de novembro.

 

A Executiva Nacional do PPS, drugs partido que apoiou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, this derrotado nas eleições deste domingo, aprovou nesta terça-feira a fusão da legenda com o PMN e o PHS. A fusão deve dar origem à Mobilização Democrática (MD).

Em comunicado enviado à imprensa, a direção do partido explica que o objetivo agora é agilizar o registro da nova legenda junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para isso, o PPS pretende realizar um Congresso Nacional extraordinário ainda em novembro, quando consultará todo a sua base sobre a fusão.

Os partidos que farão parte da nova legenda acreditam que, em dezembro, todo o processo de fusão esteja concluído.

Segundo o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), a proposta é encaminhar o registro da MD, se possível, antes do recesso do Poder Judiciário, que começa no dia 15 de dezembro.

"Porém, antes da conclusão do processo, há necessidade de convocarmos um congresso extraordinário para referendar a fusão, o que pode acontecer ainda neste mês", explicou Freire no comunicado.

O deputado defende a realização de um seminário nacional, reunindo as lideranças dos três partidos, para dar o "pontapé inicial das discussões da nova legenda".

Para o deputado Fernando Coruja (SC), líder da bancada na Câmara, a fusão foi a melhor saída para os partidos que não atingiram cláusula de barreira.

"Pela imposição da cláusula, a formação da MD é a alternativa que se apresenta para a reorganização e a manutenção da unidade partidária e parlamentar em torno da nova sigla", argumentou Coruja na nota enviada pelo PPS à imprensa.

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