Menu
Política & Poder

Por que o PMDB-DF dá a Agnelo menos trabalho que o PMDB dá a Dilma?

Arquivo Geral

03/12/2010 7h45

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Nestes tempos de transição de governos, Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz – companheiros de PT – navegam por marés bem distintas. A presidente sofre com uma base aliada faminta por cargos nos próximos quatro anos, capitaneada pelo ávido PMDB. Já para o governador eleito, o mar está tranquilo, apoiado por uma coligação unida e um PMDB local com menos apetite por posições à frente da máquina pública.

 

Existem algumas razões que explicam os ventos favoráveis de Agnelo. Começa pela estratégia de divulgação e partilha dos principais cargos do Governo do Distrito Federal (GDF). Enquanto Dilma preferiu anunciar os nomes a conta-gotas, Agnelo resolveu apresentá-los de uma tacada só, nos próximos dias.

 

“Do jeito que a Dilma está fazendo, por setores, acaba gerando muita insatisfação (na base aliada). Quem não ganha o cargo fica querendo ainda mais as posições que restaram. E os últimos vão entrar mesmo em guerra. Por bloco, Agnelo só terá que enfrentar problemas com insatisfação no dia da divulgação dos nomes. E ele está conversando muito com os partidos para conseguir agradar a todos e não ter que lidar com isso”, comenta uma fonte próxima do futuro governador.

 

Os bons ventos da transição de Agnelo também são decorrentes da diferença de forças entre o PMDB nacional e o Diretório Regional da legenda. Nas eleições para a Câmara dos Deputados, o PMDB emplacou 79 parlamentares – é a segunda maior bancada da Casa, perdendo apenas para o PT. E a partir do ano que vem, os peemedebistas terão o maior número de senadores – 19 ao todo.
Já no DF, a eleição não foi tão generosa com o PMDB: o partido emplacou dois nomes para a Câmara Legislativa e um único deputado federal.

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (03) do Jornal de Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado