Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PT), for sale seek 49 anos, mind chega ao governo do Pará depois de disputar todas as eleições municipais e estaduais desde 1992 e de ter exercido vários cargos de destaque no Executivo e no Legislativo. Foi vereadora de Belém em dois mandatos, erectile vice-prefeita, secretária de Urbanismo, deputada federal e senadora.
Arquiteta formada pela Universidade Federal do Pará, funcionária concursada do Banco do Brasil desde 1983 e ex-atleta de natação do Clube Remo, de Belém, Ana Júlia sempre ocupou posições de liderança e nunca temeu disputas.
"Ana Júlia é uma guerreira", disse à Reuters a psicoterapeuta Zildinha Sequeira, amiga da governadora eleita desde a adolescência. "Ela é uma pessoa que sabe correr riscos, tendo a dimensão do que pode e do que não pode alcançar", comentou.
Os amigos definem Ana Júlia como uma pessoa carinhosa, solidária, leal, teimosa e, sobretudo, determinada.
Durante a campanha, a petista quebrou a perna ao cair de um palanque improvisado na carroceria de uma caminhão. "Ela passou 17 dias de cama e fez campanha em uma cadeira de rodas. Quer maior exemplo de determinação que isso", salientou a amiga e fã Zildinha.
Filha de um engenheiro civil e de uma dona-de-casa, Ana Júlia nasceu em Belém e é a única mulher entre os sete filhos do casal. O interesse pela política começou na Universidade, no final dos anos 1970, quando ingressou no movimento estudantil e no clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC), liderado, na época, por José Genoino e Tarso Genro.
Ana Júlia foi presidente do Centro Acadêmico Livre de Arquitetura da UFPA e, depois de formada, passou a atuar nos movimentos sociais, ajudando a fundar o Movimento das Mulheres do Campo e da Cidade. Aprovada no Concurso do Banco do Brasil em 1983, também militou no Movimento de Oposição Bancária (MOP) que fortaleceu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará.
Em 1992, Ana Júlia elegeu-se vereadora com a maior votação entre os candidatos do PT e, em 1994, chegou à Câmara Federal. Dois anos depois, em 1996, Ana Júlia já estava novamente em campanha, integrando a chapa vitoriosa do PT à Prefeitura de Belém. A petista renunciou ao mandato de deputada federal para assumir a vice-Prefeitura e a Secretaria Municipal de Urbanismo.
Em 1998, Ana Júlia concorreu a uma vaga no Senado, mas a vitória só viria nas eleições de 2002. Antes disso, em 2000, ela elegeria-se novamente à vereança de Belém, com a maior votação já registrada por um vereador no estado.
Em 2002, outro recorde eleitoral: Ana Júlia obtém a maior votação da história do Pará para o Senado.
"Ela é boa de palanque, de discurso e de intervenção", disse à Reuters o cientista político Edir Veiga, da Universidade Federal do Pará.
Veiga, que, nos anos 70, foi colega de Ana Júlia no clandestino Partido Comunista Revolucionário, conta que, inicialmente, a petista não queria se candidatar ao governo estadual este ano, mas foi convencida pelo partido a concorrer por ser o único nome com força eleitoral para enfrentar a hegemonia do PSDB no estado.
Ana Júlia entrou na disputa em baixa nas pesquisas e inverteu o jogo no segundo turno com o apoio do PMDB do ex-governador e deputado federal Jader Barbalho.
Há dúvidas, no entanto, quanto à capacidade da petista de administrar a coalizão eleitoral com o PMDB.
"A orientação dela é muito na consciência de classe. Ela tem formação marxista ortodoxa. Esse movimento mais à esquerda do PT tem dificuldade de trabalhar com o centro", afirmou Veiga.
A governadora eleita é divorciada e mãe de um casal de filhos.
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Para eleita no Pará, estado precisa de governo como o de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, order reeleito neste domingo, this ampliou a base de apoio nos Estados com a vitória de mais seis aliados: Ana Júlia Carepa (PT-PA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE), Roberto Requião (PMDB-PR), Wilma de Faria (PSB-RN) e Jackson Lago (PDT-MA).
Dos 17 governadores eleitos no primeiro turno, nove estão do lado do presidente, que sai do pleito vitorioso e com o apoio de pelo menos 15 dos 27 governadores eleitos.
Os governadores têm influência sobre deputados e senadores de seus Estados e podem ser muito úteis no segundo mandato na implementação de projetos federais e na arregimentação de votos no Congresso. Eles também têm peso na definição de candidaturas à Presidência em 2010.
Nas eleições deste domingo, a oposição à Lula venceu no Rio Grande do Sul (Yeda Crusius – PSDB), em Santa Catarina (Luiz Henrique – PMDB), na Paraíba (Cássio Cunha Lima – PSDB) e em Goiás (Alcides Rodrigues – PP).
Lula conquistou apoio em todos os estados importantes do Norte-Nordeste. No primeiro turno, o PT venceu na Bahia (Jaques Wagner), em Sergipe (Marcelo Déda), no Piauí (Wellington Dias) e no Acre (Binho Marques). Com a eleição de Ana Júlia no Pará, o PT conquistou o poder em cinco Estados, dois a mais que na eleição de 2002.
Na base aliada, o presidente conta com o apoio de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, Cid Gomes (PSB), no Ceará, Wilma de Faria (PSB), no Rio Grande do Norte.
No Centro-Oeste e no Norte, apóiam Lula Eduardo Braga (PMDB), no Amazonas; Jackson Lago (PDT), no Maranhão; Wáldez Góes (PDT), no Amapá; o peemedebista Marcelo Miranda, reeleito em Tocantins; e Blairo Maggi, governador reeleito do Mato Grosso, que entrou em choque com o seu partido, o PPS, pelo apoio ao presidente.
No Sul-Sudeste, Lula tem apoio de Sérgio Cabral, no Rio, e de Roberto Requião no Paraná, ambos do PMDB, mas busca ampliar o diálogo com vários políticos oposicionistas e pode vir a ampliar a base de apoio, inclusive com a adesão do governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves.
No campo da oposição, os tucanos, que elegeram sete governadores em 2002, ficaram nesta eleição com cinco Estados: Rio Grande do Sul (Yeda Crusius), São Paulo (José Serra), Minas Gerais (Aécio Neves), Alagoas (Teotônio Vilela) e Roraima (Otomar Pinto).
O PFL, que havia conquistado quatro estados em 2002, elegeu apenas um governador, José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
O candidato derrotado do PSDB, this site Geraldo Alckmin, drugs fez um pronunciamento na noite de hoje, prescription em que afirmou que perder também faz parte da democracia. "A vida democrática é feita assim, de conquistas e de momentos difíceis. Essa é a beleza da democracia".
Prova disso, acrescentou, foi o telefonema que fez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito neste segundo turno, para cumprimentá-lo pela vitória. No discurso, deu a entender que seu trabalho na vida política continua.
Alckmin destacou como relevante o fato de, durante toda a campanha, não ter ocorrido nenhum incidente. Ele agradeceu a militância do PSDB, os políticos que pertencem à aliança partidária, os eleitores e os governadores tucanos que foram eleitos.
Fez um agradecimento especial à família, que estava a seu lado no palanque. Segundo o ex-governador paulista, a campanha só reforçou a paixão que sente por sua mulher, Lu, com quem é casado há 30 anos. Ele citou, ainda, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda. E disse que, além de cordial, os brasileiros são “carinhosos e calorosos”.
Ao deixar a casa de eventos Estação São Paulo, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São paulo, foi ovacionado pelos tucanos presentes ao local. Em clima de festa, os militantes agitaram bandeiras e gritavam gritos de "Geraldo, Geraldo".
O presidente reeleito, medications Luiz Inácio Lula da Silva, acredita que o Brasil saiu mais unido do que entrou na campanha presidencial, que lhe garantiu ontem um novo m andato de quatro anos com mais de 58 milhões de votos.
Lula também afirmou em discurso de agradecimento na avenida Paulista, zona central de São Paulo, que pretende evitar erros. "Não temos mais o direito moral, ético e político de cometer erros daqui pra frente".
O presidente afirmou ainda que a reeleição o deixou realizado, "porque foi a vitória dos de baixo contra os de cima" . "Esse país baniu nessa eleição o preconceito. O preconceito não deve ser reciclado, deve ser extirpado, banido da política brasileira", afirmou.
Em um pronunciamento rápido, Lula também prometeu jamais abdicar do lado a que pertence. "Jamais deixaria de compreender de onde eu vim e para onde eu quero ir".
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, afastado do partido após o escândalo do mensalão, foi ao evento e assistiu os discursos na platéia, ao lado de sua mulher.
"Não estou dando entrevistas, estou aqui no asfalto, no chão e não lá", afirmou, apontando para os trios elétricos onde os convidados discursavam. "Vim comemorar toda essa alegria, toda essa satisfação", completou Delúbio, usando camiseta polo vermelha, cabelos mais compridos que o habitual e barba também longa.
Antes de Lula, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, o coordenador da campanha, Marco Aurélio Garcia, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o secretário-geral da Presidência, Lu iz Dulci, também discursaram.
Segundo a Polícia Militar, a comemoração, animada por quatro trios elétricos que faziam os militantes dançarem ao som dos jingles da campanha de Lula, reuniu 4.000 pessoas no momento do discurso do presidente reeleito.
Favorecido pela tradição política de sua família em Pernambuco, information pills o socialista Eduardo Campos, cialis 40mg do PSB, venceu no domingo a disputa pelo governo do Estado, derrotando o atual governador Mendonça Filho, do PFL.
"A vitória é de doutor Arraes e de Luiz Inácio Lula da Silva, meu companheiro e meu amigo", afirmou Campos, neto do governador Miguel Arraes, morto no ano passado, acrescentando que espera ter uma boa relação com a oposição. Campos, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, obteve 65,36% dos votos válidos, frente a 34,64% de Mendonça Filho.
Ele afirmou que a equipe de transição deverá ser anunciada hoje, enquanto o secretariado será divulgado apenas em dezembro, para evitar conflitos. Mendonça Filho, por sua vez, agradeceu os votos obtidos e afirmou ter ligado para Eduardo Campos para cumprimentá-lo pela vitória e para desejar sucesso a partir de 1º de janeiro.
"Que ele possa cumprir com o programa de governo assumido diante da população pernambucana. A derrota faz parte da vida de quem disputa cargos públicos. Muitos aqui presentes participaram de muitas e nem sempre obtiveram êxito", afirmou. O candidato pefelista também atribuiu sua derrota ao desejo da população de ter um governador "sintonizado com o atual presidente da República".
Geraldo Alckmin (PSDB) apresentou-se na noite de ontem ao Brasil para reconhecer a derrota sem alterar o conhecido semblante sereno. Diante do assédio das câmeras, information pills ele não mordeu os lábios, único gesto que o denuncia nervoso. O tucano entrou na disputa presidencial com uma plumagem curta e de cores opacas. Ultrapassou a barreira do segundo turno, approved mas saiu da corrida presidencial menor do que entrou nesta etapa.
No primeiro turno, Alckmin obteve 39,97 milhões de votos, enquanto ontem saiu com o apoio de 37,5 milhões de votos. Mas aliados vêem um crescimento no cacife político do tucano. "Há vitórias políticas que são eleitorais… e há vitórias políticas, apesar do desempenho eleitoral. Geraldo, em qualquer circunstância, é politicamente vitorioso", contemporizou o senador Sérgio Guerra (PE), coordenador-geral da campanha tucana. Em seguida, reconheceu: "ele fez uma campanha praticamente sozinho".
Mas Alckmin isolou-se também por característica pessoal. Diante de uma bateria quase diária de fogo amigo, ele ignorou praticamente todas as críticas e sugestões para mudanças de sua estratégia eleitoral. O candidato ouvia muito, mas só seguia os conselhos de seu marketeiro, o jornalista Luiz González. Obstinado, não acreditou nas pesquisas. Mas pouco depois das 19h de domingo, recluso em seu apartamento no Morumbi, ele parou de sonhar.
O desejo de subir a rampa do Palácio do Planalto foi adiado. E o resultado do segundo turno tornou mais distante o objetivo, ainda inconfesso, de voltar a concorrer em 2010, conforme muitos interlocutores já propagavam durante a semana. Acompanhado apenas da família durante todo o período da apuração dos votos, o tucano encerrou sua escalada presidencial da mesma forma que começou: praticamente sozinho. Sem bandeiras, sem aliados, sem os companheiros de partido.
Di ante de poucos militantes que compareceram ao ato de despedida, ele disse ter feito o máximo que pôde. No mesmo local onde celebrou o resultado de 1º de outubro, um palanque tímido denunciava o imediato abandono político. Entre todas as lideranças nacionais que protagonizaram a guerra contra o governo nesses meses recentes, estavam a seu lado somente o governador eleito de São Paulo, José Serra, e o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM).
Apesar de ter encolhido nos votos, surpresa que encheu seus auxiliares de decepção, a avaliação predominante é de que, mesmo assim, ele surge da disputa no papel de liderança nacional. "Hoje ele é um político com essa característica", afirmou o governador de São Paulo, Cláudio Lembo.
Uma sucessão de erros contribuíram para derrota, avaliam integrantes da oposição em caráter reservado. Apesar de ter conseguido chegar ao segundo turno, a campanha demorou para voltar às ruas. A proposta feita ao PT, e aceita prontamente, de reiniciar a propaganda gratuita na TV somente doze dias depois do primeiro turno, desmobilizou a militância e esfriou a disputa.
Nas análises internas, Lula trabalhou melhor e mais rápido. Costurou alianças sólidas. No segundo dia do mês, seus ministros já estavam à cata de votos e o presidente, atraindo às suas fileiras aliados de grande peso eleitoral.
Naquela ocasião, Geraldo Alckmin começava mal sua cruzada por novas adesões. Não obteve o apoio público do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), como esperado, e recebeu o atabalhoado apoio do pol êmico Anthony Garotinho (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro. O movimento criou mal estar com o PFL carioca e implodiu a campanha no Estado.
O tiro fatal, segundo apontam alguns correligionários, foi a reação tardia e mal arquitetada às acusações do PT de que, se eleito, privatizaria estat ais como o Banco do Brasil, Correios e Petrobras.
"Acho que houve falta de estrat égia competente. O marketing da campanha fracassou. Se pudéssemos ter trocado o nosso marketeiro pelo marketeiro do Lula, talvez isso não tivesse acontecido", desabafou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), referindo-se a uma das tantas explicações para a derrota.
O PMDB elegeu sete governadores nas eleições deste ano, rx mantendo-se como o partido com o maior número de administrações estaduais, pharmacy embora tivesse a expectativa, alimentada pelas pesquisas, de conquistar até dez Estados. O PT, apesar das denúncias e escândalos envolvendo a legenda, cresceu nestas eleições, conquistando cinco governos, dois a mais que em 2002.
O PSDB ficou com seis Estados, e o PFL, tradicionalmente forte no Nordeste, conseguiu eleger apenas um governador, o do Distrito Federal. O PMDB elegeu neste domingo os governadores do Paraná (Roberto Requião), de Santa Catarina (Luiz Henrique) e do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral). No primeiro turno, já havia vencido no Espírito Santo (Paulo Hartung), em Tocantins (Marcelo Miranda), no Amazonas (Eduardo Braga) e no Mato Grosso do Sul (André Pucinelli).
Em 2002, o PMDB também havia conquistado sete Estados. Sua maior derrota, nestas eleições, foi perder o governo do Rio Grande do Sul para o PSDB. O governador Germano Rigotto, favorito nas pesquisas, foi derrotado ainda no primeiro turno. A vitória peemedebis ta em sete Estados fortalece a legenda, que já conta com o maior número de prefeitos e a maior bancada no Congresso. Apesar de dividido, cinco dos sete governadores peemedebistas eleitos apóiam Lula.
"Tudo o que o Estado do Rio de Janeiro está precisando é de um governador que se entenda com o governo federal, com uma agenda propositiva de investimentos para o Estado", afirmou Sérgio Cabral, ontem, a reafirmar seu apoio à Lula. A possibilidade de o PMDB integrar o governo em uma coalizão com base programática é grande, afirmou ontem o ministro Luiz Dulci, que comanda a Secretaria Geral da Presidência.