Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito do Transporte (CPI do Transporte) da Câmara Legislativa elegeram, ontem, os deputados Renato Andrade (PR), como presidente, e Sandra Faraj (SD), vice. Raimundo Ribeiro (PSDB) será o relator.
Mesmo eleitos por unanimidade pelos integrantes, a escolha não agradou os representantes do PT e PMDB na CPI, que acusaram a presidente da Casa, Celina Leão (PDT), de não ter dado tempo aos partidos para se articularem e combinarem o resultado da eleição.
Logo após ser eleito, o presidente da CPI do Transporte, Bispo Renato, convocou uma reunião com os demais integrantes da comissão. Nela, marcou para a próxima quinta-feira a definição de um cronograma de trabalho.
Dúvida na relatoria
“O problema foi todo em relação à escolha do relator. Os deputados do PT e PMDB queriam o Rafael Prudente (PMDB), mas achei por bem indicar o deputado Raimundo Ribeiro, que é advogado e tem conhecimento técnico para ajudar nas investigações”, justifica Bispo Renato, que garante que o clima está melhor entre os distritais.
“O que precisamos é dar respostas à sociedade. Não podemos fazer da CPI um palanque para disputas partidárias, por isso chamei os deputados e expliquei a eles que não faremos da CPI um lugar de disputas políticas”, declara o presidente da CPI.
Bispo Renato diz que há indícios que justificam a realização das investigações parlamentares, entre eles a redução em quase mil ônibus da frota, após a renovação, a redução do número de assentos nos veículos e o aumento do valor subsidiado pelo governo.
O presidente e o relator Raimundo Ribeiro afirmaram que vão pedir ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Conta do Distrito Federal cópias dos documentos relacionados aos processos contra a licitação de 2012, para somente então iniciar as convocações de envolvidos e de testemunhas a respeito de possíveis irregularidades.